Eleições 2018: Agressor de Jair Bolsonaro deixa PF após novo interrogatório

Adélio Bispo de Oliveira, agressor confesso do deputado federal e candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL/RJ).

Adélio Bispo de Oliveira, agressor confesso do deputado federal e candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL/RJ).

Adélio Bispo de Oliveira, agressor confesso do deputado federal e candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL/RJ), deixou o prédio da Polícia Federal de Juiz de Fora pouco depois das 21h30 desta sexta-feira (07/09/2018). Ele foi interrogado por aproximadamente uma hora e meia, para esclarecer se realmente agiu sozinho contra o parlamentar ou se teve a ajuda de alguma outra pessoa.

O criminoso saiu na parte traseira de uma viatura. Vestia roupa laranja e estava com a cabeça raspada, conforme procedimento padrão no sistema prisional local. Segundo o advogado de defesa Zanone Oliveira Júnior, ele só será transferido para um presídio federal de segurança máxima, neste sábado (8).

O Departamento Penitenciário Federal (Depen) informou, em nota, que pretende transferir Adélio Bispo de Oliveira para a penitenciária federal de Campo Grande. O processo, no entanto, ainda depende da Polícia Federal e da Justiça Federal.

Além de Zanone, o agressor está sendo assistido por outros três advogados, todos do mesmo escritório. Eles não quiseram revelar quem os contratou, apenas disseram que uma igreja evangélica de Montes Claros, onde mora a família de Adelio, está custeando os gastos.

Mais uma vez os advogados reiteraram que vão pedir um exame de sanidade mental do cliente, que já ele teria feito uso de remédios psiquiátricos controlados. Dependendo dos resultados, Adelio poderia ser considerado inimputável ou semi-imputável.

Justiça vai enviar agressor de Bolsonaro para presídio federal

O agressor do deputado e candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo de Oliveira, será transferido para um presídio federal de segurança máxima. A informação foi dada pelo deputado Delegado Francischini (PSL), líder do partido na Câmara, que acompanhou a audiência de custódia, na Justiça Federal, em Juiz de Fora, na tarde desta sexta-feira (7).

“A audiência terminou, a juíza [Patrícia Alencar] deferiu a continuidade da prisão do Adélio, que tentou matar Jair Bolsonaro. É uma primeira vitória nossa. Claro que num crime complexo como esse não esperávamos mais do que a firmeza da doutora Patrícia, que manteve a prisão e determinou a transferência do Adélio para um presídio federal de segurança [máxima]. Ele vai ser removido agora pelo Ministério da Justiça. Não sabemos ainda para qual”, disse Franceschini, ao final da audiência, que durou cerca de uma hora e meia.

Adélio Bispo de Oliveira será transferido para uma penitenciária federal – Divulgação/Assessoria de Comunicação do 2° BPM

A juíza manteve o indiciamento do agressor pelo Artigo 20 da Lei de Segurança Nacional, que dispõe sobre “praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político”, que prevê pena de prisão de 3 a 10 anos, podendo ser dobrada, se o fato resultar em lesão corporal grave, ou triplicada, se resultar em morte.

Segundo o deputado, é importante garantir a integridade física do agressor, para que não haja “queima de arquivo na cadeia”, pois há suspeita de que ele possa ter agido em comum acordo com outras pessoas, tendo inclusive a possibilidade de que exista um mentor intelectual por trás da tentativa de assassinato de Bolsonaro.

Franceschini disse que Adélio foi assistido por quatro advogados na audiência, que teriam concordado com sua transferência para um presídio federal.

Agressor de Bolsonaro é enquadrado na Lei de Segurança Nacional; informação é do líder do PSL, que está em Juiz de Fora

O agressor do candidato Jair Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, foi enquadrado pela Polícia Federal na Lei de Segurança Nacional (LSN), segundo relato do deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR). Ele falou com a imprensa na tarde desta sexta-feira (7), em frente à sede da PF, em Juiz de Fora.

“Ele foi indiciado na Lei de Segurança Nacional, no Artigo 20, já que a motivação dele, que assumiu no depoimento do auto de prisão em flagrante, foi motivação política e religiosa. Agora queremos saber se esta motivação teve auxílio, apoio ou se houve um mandante intelectual para essa ação”, disse Francischini.

O deputado, que é líder do PSL, anunciou que vai fazer um pedido para que Adélio fique em prisão preventiva em um presídio federal, pois teme que ele possa aparecer morto, em uma queima de arquivo.

O agressor vai ser ouvido, às 16h, na Justiça Federal de Juiz de Fora, quando será determinado o seu destino. Segundo Francischini, não houve falha da PF, ao permitir que o agressor se aproximasse armado do candidato.

“A segurança foi efetiva. Foi graças à ação rápida da PF que ele está vivo. O desvio da faca por um braço foi de um policial federal, que evitou que a facada pudesse ter sido diretamente no coração. A PF agiu dentro do que era necessário para salvar a vida dele”, destacou o deputado.

Em nota, a PF informou que não comenta detalhes de investigações em andamento: “tanto os superintendentes regionais quanto o diretor-geral são porta-vozes do órgão. Entretanto, não há, até o momento, previsão de concessão de entrevista coletiva”.

*Com informações da Agência Brasil.

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