CIAVE recebe homenagem na ALBA pelos 38 anos de funcionamento

A Assembleia Legislativa da Bahia, por iniciativa da deputada Fabíola Mansur, prestou homenagem pela passagem dos seus 38 anos do Centro de Informações Antiveneno (CIAVE), unidade vinculada à Secretaria da Saúde do Estado (SESAB).

A Assembleia Legislativa da Bahia, por iniciativa da deputada Fabíola Mansur, prestou homenagem pela passagem dos seus 38 anos do Centro de Informações Antiveneno (CIAVE), unidade vinculada à Secretaria da Saúde do Estado (SESAB).

Em sessão especial realizada na manhã de hoje na Assembleia Legislativa da Bahia, por iniciativa da deputada Fabíola Mansur, o Centro de Informações Antiveneno (CIAVE), unidade da Secretaria da Saúde do Estado (SESAB), recebeu uma homenagem pela passagem dos seus 38 anos. Na oportunidade, a deputada disse que para ela é “um orgulho e uma honra poder realizar esta celebração, no exato momento em que o Ciave realiza a Semana Estadual de Prevenção das Intoxicações”. Fabíola Mansur lembrou que o centro, criado em agosto de 1980, foi o segundo dos 37 centros implantados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, e que atualmente é referência em todo Nordeste, além de ter o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), como um “centro de referência e de excelência em toxicologia, modelo para países em desenvolvimento”.

Representando o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas, o subsecretário da Sesab, Adil Duarte, ressaltou a importância do Ciave, não apenas na prevenção e assistência à toxicologia, mas também na área pedagógica, através da formação profissional de estudantes de diversas áreas, como enfermagem, medicina e psicologia, entre outras. Adil destacou ainda o papel do centro no atendimento a pacientes e na orientação a profissionais, não só na rede pública, mas também na privada. O diretor do Ciave, Daniel Rebouças, lembrou que o centro foi criado em 1980, como forma de dar respostas ao Pólo Petroquímico de Camaçari, recém-inaugurado. “Naquela época, o Hospital Roberto Santos preparou estudantes de farmácia e medicina para organizar aquele que seria o segundo centro do país”, disse Daniel Rebouças.

A atuação do Núcleo de Prevenção ao Suicídio – NEPS -, que integra a estrutura do Ciave, também mereceu destaque durante o evento comemorativo do aniversário centro. O NEPS, além do acompanhamento psicológico, disponibiliza atendimento psiquiátrico ambulatorial, terapia ocupacional e reuniões informativas para familiares de pacientes que tentaram suicídio.

Programação

As comemorações do aniversário do Centro Antiveneno foi iniciada ontem, com um café da manhã, no auditório da unidade. Na quinta-feira, dia 30, o Ciave realiza o 4º Seminário de Toxicologia e e uma exposição de animais peçonhentos e plantas tóxicas, das 8h às 12h, no auditório principal do HGRS.

O centro atua na orientação, diagnóstico, terapêutica e assistência presencial de pacientes intoxicados, realiza análises toxicológicas de urgência, na identificação de animais peçonhentos e plantas venenosas, manutenção e distribuição de antídotos e de soros antipeçonhentos para a rede pública estadual, ainda conta com serviço voltado ao atendimento de pacientes com depressão grave, com risco de suicídio.

O Ciave também oferece capacitação para estudantes e profissionais além de abrir portas com oportunidades de estágio em toxicologia nas áreas de medicina, medicina veterinária, farmácia, biologia. O centro também é responsável pela normatização, regulação e controle de atividades ligadas à toxicologia; orientação toxicológica em geral para prevenção, diagnóstico e tratamento de intoxicações exógenas; atendimento médico de urgência e acompanhamento de pacientes intoxicados; realização de análises toxicológicas de urgência em pacientes atendidos na rede pública de saúde e monitoramento terapêutico de fármacos; manutenção do laboratório de animais peçonhentos e controle e manutenção de bancos de antídotos, entre outras atividades relacionadas à toxicologia.

Os atendimentos oferecidos pelo Ciave são para quatro grupos: Para pacientes que foram intoxicados e procuraram assistência especializada ou que foram referenciados por hospitais e outros serviços de saúde, tanto em Salvador quanto no interior do estado; profissionais de saúde que precisam de orientação diagnóstica e terapêutica especializada; estudantes e profissionais de saúde que precisam de informações toxicológicas e participam de estágios e pesquisas em Toxicologia ou nas suas diversas áreas e para a população que busca orientação para situações de emergência.

O Ciave atende anualmente cerca de 8.000 ocorrências tóxicas, registra cerca de 17.500 acidentes por animais peçonhentos e 3.000 casos de intoxicação em geral, através de notificações recebidas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ocorridas em todos os municípios da Bahia. Em seus 38 anos de atuação, treinou e capacitou através de estágio 1.500 estudantes da área de saúde oriundos de diversas faculdades. Também já capacitou mais de 5.800 emergencistas e 16.000 profissionais de saúde de nível médio, em todas as regiões do Estado.

Compartilhe e Comente

Faça uma doação ao JGB

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]