Bando de Teatro Olodum realiza 9ª edição do ‘Festival de Arte Negra A Cena Tá Preta’, em Salvador 

Cena do espetáculo 'Rosas Negras'.

Cena do espetáculo ‘Rosas Negras’.

De 28/09 à (07/10/2018), o Teatro Vila Velha recebe a 9ª edição do Festival A Cena Tá Preta, projeto capitaneado pelo Bando de Teatro Olodum que tem a proposta de fomentar, difundir e dar a visibilidade à arte e à cultura negras na Bahia. Este ano o festival homenageia os 30 anos de fundação do Balé Folclórico da Bahia, uma das mais conceituadas companhias de dança afro do mundo, que apresentará duas coreografias inéditas: Okan (de Nildinha) e ‘Bolero’ (de Durval Santos). Além da companhia, projetos premiados e diversos artistas e grupos de renome nacional e internacional, como Letieres Leite e Quinteto, o espetáculo ‘Encruzilhada’ (com Leno Sacramento), o filme “Café com Canela” (Melhor Filme do 50º Festival de Brasília/2017) e uma série de shows e outros eventos integram a programação. Ingressos à venda na bilheteria do Teatro e no site www.teatrovilavelha.com.br

A programação do Festival A Cena Tá Preta começa no dia, 28, 20 horas, com o show ‘Black Tudo’, da cantora e atriz Denise Correia, acompanhada pela banda Naveiadanêga.  No seu repertório várias influências da black music, samba rock, MPB, passando pelo pop até o rock, com arranjos que privilegiam o estilo afropop e ganham vigor e irreverência na performance da cantora. O show conta com a participação dos músicos Elvis Bernardes (guitarra e violão), Felipe Guedes (bateria), Uesdra Sassá (baixo) e Jean Cerqueira (percussão).

Confira a programação

O que: Black Tudo –  banda Naveiadanêga – A Cena Tá Preta Ano IX

Quando: 28 de setembro, às 20 horas

Onde: Teatro Vila Velha –  Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande, Salvador

Esqueça

Teatro, amizade, política e a história (mal contada) do Brasil: esses são os ingredientes do espetáculo ESQUEÇA, montagem com Ridson Reis (Bando de Teatro Olodum) e Roquildes Junior (A Outra Companhia), dirigida por Luiz Antônio Sena Junior (também d’A Outra Companhia), e com dramaturgia assinada pelos dois atores e pelo pernambucano Giordano Castro (Grupo Magiluth).

Bebendo na fonte do texto “A Descoberta das Américas”, de Dario Fo, o ESQUEÇA aborda de maneira crítica e lúdica o evento do descobrimento do Brasil e o colonialismo. Os dois atores se dividem em diversos personagens, refletindo e recontando a chegada dos portugueses em solo brasileiro sob outro ponto de vista. Atritando a relação com a história e valendo-se do jogo cênico, a montagem traz elementos da cultura pop e referências do cinema para contar os primeiros episódios do “descobrimento” de forma ficcional e ácida

O que: Espetáculo ‘Esqueça’ – A Cena Tá Preta Ano IX

Quando: 29 de setembro, às 20 horas

Onde: Teatro Vila Velha –  Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande, Salvador

Game Sociedade Nagô

Desenvolvido pela Strike Games, em parceria com a Labrasoft, os games Sociedade Nagô – O Início são aplicativos gamificados sobre a revolta dos malês, que alternam entre o jogo virtual e tarefas no mundo real, estarão no Festival A Cena Tá Preta. Lançado em junho, o foco do Sociedade Nagô – O Início é trazer o conteúdo histórico da Revolta dos Malês de forma mais aprofundada, com um suporte pedagógico, juntamente com o fator lúdico, mini games, mistério, desafio e tarefas que envolvem emitir opiniões, ilustrar, escrever textos e pesquisar. O título faz alusão à sociedade secreta fictícia do jogo formada pela maioria de libertos africanos da etnia Nagô.

O que: Game Sociedade Nagô – Revolta dos Malês

Quando: 29 de setembro, das 14 às 19 horas

Onde: Teatro Vila Velha –  Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande, Salvador

En(cruz)ilhada

Sobre a montagem com texto e atuação de Leno Sacramento (ator do Bando de Teatro Olodum), o próprio artista reflete: “Assim que nascemos nossas cabeças são colocadas na mira de uma bala que segue nos matando lentamente: a morte social, a morte cultural, a morte financeira, a morte estética, a morte psicológica.”

A morte nos invade, nos extermina e nos põe em uma cruz de braços abertos. Ela nos deixa sem escolha, sem opção. Nos dilacera e nos abate pouco a pouco, nos levando a uma encruzilhada. No lugar onde se cruzam dois caminhos, também a morte se esbarra, nunca estaremos sozinhos.

En(cruz)ilhada é um monólogo onde a vítima não está isolada e é conduzida a várias formas de morte. Nesse processo você pode estar dos dois lados. Na encruzilhada da vida e da morte, não se espera nada: o que se vê é uma aniquilação absoluta.”

O que: Espetáculo ‘En(cruz)ilhada’

Quando 30 de setembro, às 19 horas

Onde: Teatro Vila Velha –  Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande, Salvador

Sarau da Cena

Sarau da Cena será é uma noite dedicada à poesia preta, conduzida pela poetisa Sueide Kintê, acompanhada do DJ Branco, responsável pelas intervenções músicas durante o evento. Com participações especiais do poeta Lande Onawale, a poetisa e atriz Vera Lopes e os atores/atrizes do Bando de Teatro Olodum. Vai rolar também o lançamento do livro “Poéticas Periféricas: Novas Vozes da Poesia Soteropolitana”. A publicação reúne cerca de 100 poemas e é resultado do trabalho coletivo de vários protagonistas de saraus, slams, grupos e coletivos de artistas da palavra oriundos das periferias de Salvador. O livro foi organizado pelo poeta e jornalista Valdeck Almeida, que também confirmou presença. Além disso, o Sarau da Cena terá uma Feira Étnica em que afro-empreendedores irão expor seus produtos.

O que: Sarau da Cena

Quando: 2 de outubro, às 19 horas

Onde: Teatro Vila Velha –  Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande, Salvador

Café com Canela

Com direção de Glenda Nicácio e Ary Rosa, a obra vem de uma muito bem-sucedida trajetória em festivais de cinema do Brasil e do exterior, tendo feito parte da seleção oficial do International Film Festival Rotterdam, além de ter vencido como Melhor Filme pelo Júri Popular no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2017, o que lhe rendeu o Prêmio Petrobras de Cinema e a consequente distribuição que agora se inicia.

Filmado e realizado no Interior da Bahia, especificamente no simbólico Recôncavo Baiano, “Café com Canela” é uma produção de representatividades. Um elenco negro, um cenário de estéticas da negritude, referências às religiões afro-brasileiras, o cotidiano popular interiorano e a força da mulher são potências que constroem uma narrativa de sutilezas. A partir do reencontro das personagens Margarida e Violeta, um processo de transformação se desdobra para ambas – a primeira, isolada pela dor da perda do filho; a segunda, entre as adversidades do dia a dia e traumas do passado – e para a visão de quem poderá se reconhecer naquelas identidades. ‘Café com Canela’ é um filme de afeto e aconchego.

O que: Filme ‘Café com Canela’ – A Cena Tá Preta Ano IX

Quando: 3 de outubro, às 19 horas

Onde: Teatro Vila Velha –  Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande, Salvador

Letieres Leite e Quinteto

Letieres Leite Quinteto é um projeto do músico, compositor e arranjador Letieres Leite, fruto de suas pesquisas e estudos de cerca de 30 anos. O motivo inspirador continua sendo o universo percussivo baiano, o mesmo no qual se inspira para compor as músicas da Orkestra Rumpilezz.

Debruçando-se sobre as mesmas raízes, o quinteto pousa o seu olhar na essência da música percussiva, utilizando uma clássica identidade instrumental do jazz com repertório original.

Letieres Leite Quinteto apresenta Baixo Acústico, Piano, Bateria, Sax e Flauta e Percussão. Juntos, o virtusosos Ldson Galter, Marcelo Galter, Tito Oliveira, Luisinho do JeJe e Letieres Leite executam as composições com toda liberdade de improvisação.

O que: Letieres Leite e Quinteto

Onde: Teatro Vila Velha –  Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande, Salvador

O Corpo na Cena

Com curadoria e direção-geral de Zebrinha, a performance usa métodos e metodologias experimentadas no elenco do Bando de Teatro Olodum, que mescla técnicas de Dança Moderna com uma maior investida na técnica de Lester Horton.

De acordo com o artista, ela pode ser aplicada a todo corpo sem que haja uma exigência de atributos físicos que, normalmente, são requisitados por outras técnicas de dança. Ela consiste em trabalhar os vocabulários de movimentos baseados nos três mais importantes grupos étnicos que foram brutalmente retirados do continente africano e trazidos ao Brasil como escravos: os Bantos trouxeram seus Inquices, os Yorubás seus Orixás e os Mina Gêge seus Voduns e suas danças inspiradas na serpente (Dan).

O que: ‘O Corpo na Cena’

Quando: 5 de outubro, às 20 horas

Onde: Teatro Vila Velha –  Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande, Salvador

Rosas Negras

Rosas Negras é um espetáculo solo de Fabíola Nansurê, com direção de Diana Ramos e direção musical de Jarbas Bittencourt, que integra o projeto Natas em Solos – Seis Olhares Sobre O Mundo. Um projeto artístico-investigativo que ambiciona contribuir com o empoderamento da mulher negra. A criação desse espetáculo teve sua dramaturgia construída a partir das histórias de vida de algumas mulheres negras com relevantes contribuições para a luta contra a discriminação e a violência contra a mulher e principalmente contra a mulher negra. O espetáculo põe em cena a beleza, o vigor, a inteligência, a sensualidade e sensibilidade da mulher negra lutando contra os estigmas e os estereótipos imputados a elas pelo processo de colonização. Rosas Negras reverencia a ancestralidade feminina, coloca a mulher negra como protagonista da sua própria história, cria referência, empodera, potencializa a autoestima e valorização de nossas raízes negras.

O que: espetáculo ‘Rosas Negras’

Quando: 6 de outubro, às 20 horas

Onde: Teatro Vila Velha –  Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande, Salvador

Balé Folclórico da Bahia

Como parte da programação comemorativa dos seus 30 anos, o Balé Folclórico da Bahia planejou a montagem de um novo espetáculo que será o resultado de três novas coreografias criadas, exclusivamente, para este momento por membros ou egressos da companhia que hoje gozam de prestígio internacional como grandes coreógrafos das mais importantes companhias de dança do mundo e que agora, como criadores, prestam uma justa homenagem a quem lhes deu régua e compasso. Foram convidados Durval Santos, Nildinha Fonseca e Slim Mello, todos formados pelo BFB, que, cada uma ao seu estilo, propuseram a criação de uma coreografia que retratasse a sua linguagem aliada ao estilo próprio que o Balé desenvolveu ao longo de sua existência. Para esta participação no projeto “A Cena tá Preta”, serão apresentadas duas dessas três montagens inéditas:

Bolero

Quando o Balé Folclórico completou 20 anos, criou uma coreografia que fazia uma ponte entre o clássico e o folclórico. Stravinsky não poderia imaginar que sua Sagração da Primavera ganharia, quase um século depois, uma versão inspirada na estética africana. Agora, na celebração dos 30 anos, o Balé volta a promover esta fusão entre clássicos mundiais e matriz africana ao fundir o Bolero, de Maurice Ravel, aos ritmos africanos que dão o tom dos movimentos da companhia. Quem assina esta coreografia é Durval dos Santos, que assim como os demais, passou pelo Balé Folclórico da Bahia e também ganhou o mundo, a partir desta escola e atualmente vive em Nova Iorque como professor e coreógrafo da mundialmente conhecida companhia de dança The Alvin Ailey Dance Theater, da qual também foi bailarino principal por muitos anos.

Okan

Nildinha Fonseca, primeira bailarina do Balé Folclórico da Bahia, assina esta nova coreografia que traz elementos de matrizes africanas somados à feminilidade. A coreografia engloba diversas linguagens artísticas como teatro, dança e música, que juntas conduzirão o público a um passeio pelo universo feminino que pode ser ao mesmo tempo delicado, forte, fértil, acolhedor, belo, sensual, valente e imponente. A coreografia será o resultado de uma extensa pesquisa sobre os deuses da mitologia africana, “Itãs” e Yabás”, situados numa reflexão contemporânea sobre o papel da mulher, seu reconhecimento e papel determinante para a manutenção da condição humana.

O que: Balé Folclórico da Bahia – coreografias ‘Bolero’ e ‘Okan’

Quando: 7 de outubro, às 19 horas

Onde: Teatro Vila Velha –  Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande, Salvador

O Teatro Vila Velha tem o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA)

Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais

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