Aluno de Educação Física é o primeiro estudante trans a se graduar na Universidade Estadual de Feira de Santana

O aluno de Educação Física, Bruno Silva de Santana, é o primeiro estudante transgênero a concluir o curso de graduação na Instituição.

O aluno de Educação Física, Bruno Silva de Santana, é o primeiro estudante transgênero a concluir o curso de graduação na Instituição.

Pesquisas indicam que pessoas trans e travestis estão entre os grupos historicamente excluídos de toda esfera da educação, desde a Educação Básica até o Ensino Superior. Contudo, essa realidade está começando a mudar. O ano de 2018, na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), é um momento histórico para esta luta. O aluno de Educação Física, Bruno Silva de Santana, é o primeiro estudante transgênero a concluir o curso de graduação na Instituição. A Cerimônia de Colação de Grau ocorreu na última quinta-feira (20/09/2018).

“Essa conquista não é apenas minha, é também de toda população trans e travesti que tem seus diretos negados. Como disse no discurso de formatura, apenas 2% da população trans estão nas universidades. Expulsas da escola, da família e do mercado de trabalho, vivem às margens de um ‘cis-tema’ que nos silencia, invisibiliza e nos extermina cotidianamente”, afirmou Bruno Santana.

Desde 2015, a UEFS assegura aos estudantes, servidores-técnicos e docentes, cujo nome oficial não reflita adequadamente sua identidade de gênero, a inclusão nos registros acadêmicos do seu nome social. Antes de ter seu registro civil retificado para nome e gênero, Bruno Santana utilizou o nome social na UEFS.

“Ao adotar essa possibilidade, a UEFS deu um grande passo no sentido de reconhecer a existência dessa população. Ações como essa, refletiram não somente na minha trajetória acadêmica dentro do curso de Educação Física, mas também reverberam na vida de todas as pessoas que passaram a conviver com a transgeneridade dentro da universidade. Mas, ainda é necessário criar políticas públicas que possibilitem a permanência desse grupo historicamente marginalizado e excluído de todas as esferas da nossa sociedade”, ressaltou.

De acordo com a pró-reitora de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis da UEFS, professora Ana Maria Carvalho, “o que motiva a Universidade a desenvolver políticas afirmativas para os grupos historicamente excluídos é o compromisso da Instituição com a defesa da democracia, do reconhecimento das diferenças e da necessidade de combater as práticas que reforçam as desigualdades”.

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