Secretaria da Educação do Estado implanta Fábrica-Escola da Construção Civil em Salvador

Inauguração da Fábrica Escola de Construção Civil no Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão Severino Vieira.

Inauguração da Fábrica Escola de Construção Civil no Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão Severino Vieira.

A primeira Fábrica-Escola da Construção Civil da rede estadual foi instalada pela Secretaria da Educação do Estado, nesta quinta-feira (30/08/2018), no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) em Gestão Severino Vieira, localizado no Bairro de Nazaré, em Salvador. A estrutura funcionará como laboratório para aulas práticas e desenvolvimento de projetos, pesquisas e intervenções sociais para estudantes dos cursos técnicos de nível médio em Construção Civil, Edificações e Desenho da Construção, bem como para os alunos que farão os cursos de qualificação profissional em pedreiro de alvenaria, pintor de obras, cadista e desenhista para a Construção Civil, que serão ofertados pela unidade de ensino.

A Fábrica-Escola é dotada de duas salas e uma área externa transformada em canteiro de obras. O espaço tem equipamentos usados na construção civil como betoneiras, furadeiras, itens de Segurança do Trabalho como capacetes, luvas, máscaras e óculos de proteção, além de kit multimídia para recursos audiovisuais. Dentre as salas, a de maquete chama a atenção pelo detalhamento da reprodução de patrimônios materiais e imateriais de Salvador e da Bahia como o Elevador Lacerda e a Baia de Todos os Santos, sendo esta última com uma sugestão de projeto para a ponte Salvador-Itaparica. As maquetes foram elaboradas pelos próprios estudantes que fazem os cursos técnicos de nível médio no CEEP.

Presente à inauguração, o secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, falou sobre o papel educacional e social da Fábrica-escola. “Esta unidade aqui tem um sabor especial, porque geralmente contrata-se uma empresa de Construção Civil para preparar uma escola. Aqui, os professores e estudantes que vão dizer qual a formação e ações que devemos aplicar na unidade enquanto experiência prática. Portanto, a partir de agora, a nossa fábrica-escola será requisitada, por exemplo, para acompanhar projetos e planilhas na rede estadual, podemos atuar em todas as escolas, auxiliando na formação, formando mão de obra para o mercado. Um desafio desta fábrica será a unidade interagir com a comunidade e vice-versa, a partir da visitação a comunidades da periferia e emprestar o desempenho profissional a partir da orientação técnica aos moradores de bairros periféricos”, relatou Pinheiro.

Uma tratativa, conforme o secretário, foi firmada com a Coelba visando uma formação dirigida na área de Construção Civil. “Com isso, a empresa vai poder orientar as suas empreiteiras a contratarem só aqueles alunos que passarem por esta formação. Este é o eixo pedagógico que a gente tem trabalhado no sentido da transformação da Educação na Bahia, voltada para a cidadania, para o mercado do trabalho e para a formação superior”, pontuou Pinheiro, destacar que já está em fase de implementação a Fábrica-Escola de Informática, em Salvador.

A estudante Milena Casaes, 17, 3º ano do curso de Edificações, participou do lançamento e falou sobre as suas expectativas. “A unidade vai nos dar mais visibilidade e, consequentemente, mais oportunidades de estágio para que possamos concluir o nosso curso, que exige 150 horas e um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Com esta fábrica, vamos aperfeiçoar a formação profissional, podendo colocar em prática tudo que aprendemos na sala de aula”, disse a aluna, que após finalizar o curso técnico, pretende cursar Engenharia Civil, na universidade.

O colega Cristian Campos, 17, também destacou o papel da fábrica-escola para a sua formação. “Para nós, alunos do curso de Edificação, ela irá fortalecer a base da nossa educação, pois teremos a oportunidade de exercer na prática o que aprendemos na teoria, dentro da complexidade do processo do nosso aprendizado. Estávamos precisando desse equipamento porque geralmente a gente tinha que se locomover para uma obra e isto acarretava custos. Aqui vamos aprender, por exemplo, a manusear a betoneira (máquina misturadora de concreto) e conhecer a prática correta de usar os equipamentos de proteção individual, como capacetes, luvas, bota, óculos”, acrescentou.

Intervenção social

Tendo a intervenção social como princípio educativo, fomentado por meio de prestação de serviços às comunidades mais carente, a fábrica-escola ficará aberta à comunidade local para a capacitação e certificação de trabalhadores e para a incubação, pré-incubação e aceleração de empreendimentos com instituições parceiras. “Todo o aparato que foi montado aqui vai facilitar o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, que terão a oportunidade de praticar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, contribuindo para a sociedade”, disse o professor Paulo Negrão, do curso de Edificação.

Fábricas-Escolas na rede

A rede estadual de Educação Profissional e Tecnológica já conta com três fábricas-escolas em funcionamento. São duas Fábricas-Escolas do Chocolate, uma vinculada ao Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Baixo Sul, no município de Gandu, e a outra ao CEEP Nelson Schaun, em Ilhéus, e a Fábrica-Escola do Couro, no CETEP Bacia do Jacuípe, no município de Ipirá.

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