Programa Fome Zero comprovou ser possível a erradicação da fome no Brasil | Por Sérgio Jones

José Francisco Graziano da Silva (Urbana, 17 de novembro de 1949) é um agrônomo, professor e escritor brasileiro nascido nos Estados Unidos. Como acadêmico, escreveu diversas obras sobre a questão agrária no Brasil. Entre 2003 e 2004, atuou no gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome, sendo o responsável pela implementação do Programa Fome Zero.

José Francisco Graziano da Silva (Urbana, 17 de novembro de 1949) é um agrônomo, professor e escritor brasileiro nascido nos Estados Unidos. Como acadêmico, escreveu diversas obras sobre a questão agrária no Brasil. Entre 2003 e 2004, atuou no gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome, sendo o responsável pela implementação do Programa Fome Zero.

Devido à crise econômica no Brasil, que desabou sobre o país, a partir de 2014, que resultou no seu crescimento desordenado causando uma verdadeira catástrofe humana ao atingir elevado número de pessoas em condição de miséria extrema. Dados estes, apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No total foi observado que cerca de 13 milhões brasileiros se encontravam nesta situação. Durante entrevista, sede da FAO, o agrônomo, professor e escritor José Graziano, ex-ministro do governo Lula defendeu a reativação de políticas públicas de combate à miséria.

Afirmou ele, ter sido o grande mérito do programa Fome Zero foi deixar claro e de forma cristalina que elevado número de pessoas não tinham acesso aos alimentos simplesmente não era por falta de dinheiro para atender às suas necessidades básicas, não possuíam tais recursos devido a carência de empregos, ou ganhavam salários muito baixos. O programa Fome Zero comprovou que é possível, sim, a erradicação da fome. Para tanto, é preciso uma gestão articulada de diversos programas sociais do governo que incluam no pacote áreas como educação e saúde, passando pela agricultura familiar.

Destaque do programa as ações de governo a formação de uma equipe multidisciplinar. Que teve como inspiração maior a promessa feita pelo ex-presidente Lula ao tomar posse, de que todo cidadão brasileiro faria, pelo menos, três refeições ao dia. A lógica por trás do Fome Zero era a de que a pobreza e a fome só poderiam diminuir com a intervenção do Estado. Com o aperfeiçoamento do Fome Zero o governo federal foi dando formatação aos demais programas e ações que resultou no exitoso combate à exclusão social.

O Mapa da Fome foi definido pelo diretor geral da FAO como um indicativo da fragilidade da segurança alimentar dos países. Admite existir uma única forma de combater este tipo de flagelo humano que é através do aumento a disponibilidade de alimentos e assegurando e garantido e o pleno acesso da população a esses alimentos.

Com relação aos risco do Brasil retroceder aos índices da não indicação da fome crônica no Brasil o professor e estudioso sobre o tema, José Graziano fez a seguinte ponderação : importante nunca esquecer que o Mapa da Fome da FAO utiliza como fonte de dados as pesquisas conduzidas pelos governos nacionais, no caso brasileiro, o IBGE. E que dados recentes analisados pelas equipes da FAO sinalizam que metade das famílias em situação de extrema pobreza está, hoje, mais sujeita à insegurança alimentar e nutricional.

Quantos os principais motivos que apontam a recessão econômica, desde 2015, cita o desemprego crescente e os cortes nos gastos de governo com as políticas sociais. Diante do exposto observa que se o Brasil não voltar a crescer de forma contínua para promover uma retomada no mercado de trabalho, e ampliar os programas sociais, em particular os de transferências de renda, como o Bolsa Família, compras da agricultura familiar para a merenda escolar e a aposentadoria rural, o país correrá o risco de voltar a integrar o Mapa da Fome.

“A fome é um flagelo fabricado pelos homens contra outros homens”. Denúncia proferida pelo médico Josué de Castro, morreu em Paris, nos anos 70, devido ao exílio que lhe foi imposto pelos militares brasileiros.

* Sérgio Antonio Costa Jones é jornalista ([email protected]).

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Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).