Portos brasileiros perderam R$ 14,3 bilhões em investimentos nos últimos anos

Capa do relatório sobre sistema portuário brasileiro 'Em busca do mar calmo'.

Capa do relatório sobre sistema portuário brasileiro ‘Em busca do mar calmo’.

De 1995 a 2017, 18 portos públicos brasileiros administrados por companhias docas aplicaram apenas R$ 8,3 bilhões (36,7%) dos R$ 22,6 bilhões previstos no orçamento da União para o setor. Por conta dessa baixa eficiência na execução orçamentária, apenas o Porto de Santos, maior porta de entrada e saída do comércio exterior brasileiro, acabou perdendo no período cerca de R$ 3,9 bilhões.

Esses números estão reunidos em um levantamento, encomendado pela Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA) à consultoria R. Amaral & Associados, que traça um diagnóstico dos avanços e das limitações operacionais no sistema portuário brasileiro desde a edição em 1993 da chamada Lei de Modernização dos Portos até os dias de hoje. E deverá ser entregue, juntamente com uma pauta de reivindicações, aos candidatos à Presidência da República, políticos e autoridades dos principais estados portuários.

“A intenção é mobilizar toda a comunidade portuária, os agentes públicos do comércio exterior nos portos, especialistas e políticos para aprofundar o debate sobre essas estatísticas”, diz o presidente do Conselho de Administração da ABTRA, Bayard Freitas Umbuzeiro Filho. “Queremos, dessa forma, contribuir para elaborar uma agenda positiva para a logística do comércio exterior nos próximos anos, com impactos positivos na economia nacional”.

O estudo também aponta que o índice médio de eficiência orçamentária das docas no mesmo período ficou em 36,6%, ao passo que o das demais estatais federais foi de 82,6%. Por outro lado, o aumento de 213,25% na movimentação de cargas e de 708% na de contêineres pelos portos brasileiros, entre 1993 e 2017, em atendimento à demanda crescente dos exportadores e importadores no País, comprova o empenho da iniciativa privada na modernização do setor, por meio de investimentos permanentes em tecnologias, equipamentos e na infraestrutura portuária ao longo desses 25 anos. E justifica a preocupação dos terminais prestadores de serviços portuários como também das empresas usuárias dos portos sobre a urgência em se aprimorar o modelo de gestão portuária.

A ABTRA

Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados atua há 28 anos como representante das 55 principais empresas portuárias administradoras de recintos alfandegados focados na movimentação e armazenagem de contêineres, cargas soltas, veículos e granéis nos principais estados portuários do Brasil.

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