O brasileiro no exterior | Por Alberto Peixoto

Lisboa, capital de Portugal. País é um dos destinos preferidos de brasileiros que querem migrar para o exterior.

Lisboa, capital de Portugal. País é um dos destinos preferidos de brasileiros que querem migrar para o exterior.

O brasileiro intelectualizado quando chega ao exterior, principalmente na Europa, se sente envergonhado. A primeira pergunta que lhe fazem é sobre a corrupção no Brasil, e ele passa a achar que está sendo visto como mais um corrupto e se sente um ser de qualidade ínfima.

Por mais que tente minimizar o problema, ele percebe que o sentimento do estrangeiro em relação a ele, é de dúvida. O brasileiro caiu no descrédito diante da visão reprovadora do mundo! Ninguém mais pergunta sobre futebol, samba ou carnaval. A bola da vez é a corrupção imposta pelo golpe, deixando a autoestima do brasileiro em baixa.

O europeu não entende como se pode “impeachmar” uma presidente honesta, Dilma Rousseff, e colocar em seu lugar Mi$hell Temer, um chefe de quadrilha, corrupto, incompetente aos olhos de milhões de brasileiros, que a tudo aceita sem contestar nada. Fica o brasileiro rotulado como ignorante, sem o mínimo de conhecimento político, ou como sendo “todos farinha do mesmo saco”. Coniventes.

Não sabem os estrangeiros, que o Congresso Nacional é composto na sua grande maioria, por conservadores e canalhas, analfabetos políticos e alguns analfabetos funcionais, interessados só em levar vantagens – propinas – aliados a um Judiciário também corrupto, submisso a um “juizeco” de Primeira Instância, sempre trajando ternos pretos – complexo de MIB – apoiado pelas Organizações Globo. Manipulam a população brasileira, que é formada na sua grande maioria por incultos e, principalmente, por analfabetos políticos.

Além da corrupção, o brasileiro, devido à sua má formação intelectual, se comporta no exterior – talvez por complexo de sabe-se lá Deus de que – como se estivesse na cozinha de sua residência. Falam muito alto, soltam palavrões, destratam garçons, e se acham o “rei – ou rainha – da cocada preta”.

Algumas cidades europeias não vêem com bons olhos os turistas brasileiros, entre elas Amsterdam, Barcelona e Madrid. Procuram sempre restringir o número de visitantes brasileiros a estes locais, não só por causa da corrupção que assola o Brasil, mas também por sua falta de educação.

Infelizmente os brasileiros devem isso, não só aos políticos corruptos – quase todos – mas também aos “coxinhas” batedores de panelas, classe média que se acham ricos.

*Alberto Peixoto, escritor.

Compartilhe e Comente

Faça uma doação ao JGB

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.