Juiz Sérgio Moro e MPF fazem Operação Delenda Carthago contra Lula; ações visam calar e isolar ex-presidente na eleição de 2018, diz jornalista Kennedy Alencar

Jornalista Kennedy Alencar critica juiz federal Sérgio Moro e a membros do Ministério Público Federal (MPF) que atuam na força-tarefa do Caso Lava Jato.

Jornalista Kennedy Alencar critica juiz federal Sérgio Moro e a membros do Ministério Público Federal (MPF) que atuam na força-tarefa do Caso Lava Jato.

Em análise publicada nesta quinta-feira (16/08/2018), o jornalista Kennedy Alencar apresenta severa crítica ao juiz federal Sérgio Moro e a membros do Ministério Público Federal (MPF) que atuam na força-tarefa do Caso Lava Jato. na avaliação do jornalista, os agentes políticos do Estado atuam de forma parcimoniosa, que enseja desvio de conduta, com objetivo persecutório contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Confira a crítica de Kennedy Alencar: ‘Moro e MPF fazem Operação Delenda Carthago contra Lula’

Em manifestações recentes, o juiz Sergio Moro e o Ministério Público Federal reforçaram mais uma vez a percepção de que tratam o ex-presidente Lula com parcialidade. Atuam como se fosse necessário destruir Lula, uma espécie de Operação Delenda Carthago.

Moro quer adiar depoimentos de Lula à Justiça para depois do segundo turno das eleições. Procuradores da República apresentaram reclamação à Justiça de que o ex-presidente teria transformado a cela na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba num comitê político.

Moro e o MP erram. Abrem nova brecha para serem acusados de perseguir Lula.

Afinal, o que o ex-presidente poderia dizer a ponto de causar um impacto eleitoral que possa ser considerado danoso pelo juiz federal? Se é algo tão bombástico, há interesse público, o que justificaria o depoimento em período eleitoral.

Criminosos com sentença transitada em julgado já deram entrevistas da cadeia. Para Moro, Lula não pode ser ouvido durante a eleição num processo em que terá de responder a acusações criminais. O Ministério Público está preocupado com um suposto excesso de visitas do ex-prefeito Fernando Haddad e da senadora Gleisi Hoffman.

Enquanto o PCC comanda o crime organizado de dentro da cadeia, procuradores da República estão horrorizados com as conversas políticas que um político tem com outros políticos autorizados a visitá-lo na prisão.

O procurador Deltan Dallagnol, que faz política divulgando um vídeo por semana com críticas ao Congresso e aos políticos, está incomodado com ações políticas de um político. Parece brincadeira, mas esse tipo de atitude reforça a narrativa de que Lula é vítima de perseguição.

Seria importante ouvir o que ex-presidente tem a dizer, seja numa entrevista autorizada pela Justiça, seja num depoimento a um processo ao qual responde.

O petista não está acima da lei. Tampouco está abaixo. Gostem ou não dele, é um personagem da nossa história. Se participa hoje do jogo eleitoral mesmo preso, isso decorre do peso expressivo num setor da sociedade. Ele é uma força política e social que não pode ser ignorada.

Se Lula cometeu um crime, que pague por isso. Se há abusos nas visitas em Curitiba, que sejam reavaliadas.

Mas tentar calar Lula é interferir no processo eleitoral e no debate público brasileiro. A sentença que o ex-presidente cumpre não lhe tirou os direitos políticos nem lhe ceifou a voz. Ele, inclusive, contesta a possibilidade de inelegibilidade, a sentença e a própria prisão. Está numa fase em que tem direito de recorrer. Não há pena que o obrigue a ficar calado, incomunicável e isolado de outras pessoas.

Com um Judiciário e um Ministério Público que agem abertamente de forma política, é absurda a queixa de que um político esteja fazendo política ainda que de forma limitada por estar na cadeia. O nome disso é autoritarismo.

Sem surpresa

Ao registrar Lula, o PT cumpre a sua estratégia eleitoral. O Ministério Público e o Judiciário agiram como já era esperado. Vão acelerar o julgamento de eventual inelegibilidade. Farão um favor ao Plano B petista.

Tá certo

O Facebook acerta ao tirar páginas do ar que espalham fake news. A empresa não é apenas uma plataforma tecnológica. É uma companhia de mídia. Tem de ter responsabilidade pelo que divulga.

Não se trata de questão ideológica de tirar do ar páginas de direita ou de esquerda. Mas de suprimir páginas que mentem, páginas de fake news. É preciso combater o anonimato, pessoas que tentam se passar por outras e supostos movimentos sociais que só fazem mentir, difamar, injuriar e caluniar.

*Fonte: Blog do Kennedy.

*Publicado em 16 de junho de 2018.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]