Jornalista Wagner Sarmento lança ‘Sergio Vieira de Mello – O Legado de um Herói Brasileiro’

Wagner Sarmento lança livro e documentário ‘Sergio Vieira de Mello – O Legado de um Herói Brasileiro’, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo.Wagner Sarmento lança livro e documentário ‘Sergio Vieira de Mello – O Legado de um Herói Brasileiro’, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo.

Wagner Sarmento lança livro e documentário ‘Sergio Vieira de Mello – O Legado de um Herói Brasileiro’.

O jornalista e historiador pernambucano Wagner Sarmento lançou na terça-feira (07/08/2018) o livro e o documentário ‘Sergio Vieira de Mello – O Legado de um Herói Brasileiro’. O evento ocorreu no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, às 19 horas. No neta quarta-feira (16), o lançamento será no Rio, no Palácio do Itamaraty.

Sarmento conta que teve a ideia de escrever um livro sobre Mello depois de fazer um curso de jornalismo em área de conflito, em 2016, organizado pelo Exército no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), que é a unidade responsável por treinamentos para missões de paz.

“O CCOPAB carrega o nome de Centro Sergio Vieira de Mello. Lá conheci o produtor André Zavarize, da ZAZ Produções, que tinha o anseio de desenvolver um projeto sobre o Sergio. Admirava a trajetória do diplomata brasileiro e sempre me interessei por temas como política internacional, refugiados e direitos humanos, que guardam relação direta com a história do Sergio. Pouco tempo depois do curso, André me chamou para mergulhar com ele neste projeto e a partir daí eu tinha a responsabilidade de escrever o livro e de produzir junto com ele um documentário sobre o legado que ficou de Sergio Vieira de Mello, 15 anos depois de sua morte.”

Para Sarmento, o diplomata foi um dos grandes brasileiros de todos os tempos. “Era inteligente, carismático, abnegado, engajado, pragmático e sensível ao sofrimento humano. Dedicou uma vida inteira a populações afetadas por guerras e crises humanitárias. Ajudou refugiados, negociou o fim de conflitos e defendeu os direitos humanos. É um brasileiro que todo o Brasil precisa conhecer.”

Tanto o livro quanto o documentário são fruto de mais de 70 mil km de viagens e mais de 100 entrevistas no Brasil e em lugares onde o diplomata atuou e fez diferença, segundo Sarmento. Falam sobre a herança que ficou do trabalho desempenhado pelo carioca 15 anos depois de sua morte em um atentado terrorista da Al-Qaeda em Bagdá. Mello chefiava missão da ONU em meio à ocupação norte-americana no Iraque. Outras 21 pessoas morreram no ataque.

O jornalista conta que ele e sua equipe foram ao Timor-Leste, Camboja e Vietnã para saber o que mudou desde que Mello esteve por lá e qual a importância do trabalho dele na construção do futuro nesses países. Em 34 anos de Nações Unidas, Mello esteve envolvido nos principais conflitos de seu tempo, ajudou milhares de refugiados, defendeu os direitos humanos, liderou negociações e tentou construir a paz em locais devastados pela guerra.

Para Sarmento, o legado de Mello está presente nas pessoas que atuam hoje ajudando os refugiados que têm cada vez mais o Brasil como destino.

“Quando falo que o legado dele ainda está presente, essa herança se manifesta de duas formas: pela perpetuação dos resultados e das mudanças que ele ajudou a conduzir e através de pessoas que carregam em seu trabalho a marca do Sergio. Ele é espelho para dez em cada dez pessoas que trabalham com refugiados, desde os voluntários até os diplomatas mais graduados. Para se ter ideia, o secretário-geral da ONU, o português Antônio Guterres, e o alto comissário da ONU para os Refugiados, o italiano Filippo Grandi, conheceram o Sergio e têm o brasileiro como exemplo. Ambos foram entrevistados e estão presentes no livro.”

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