Itália: Equipes de resgate continuam trabalhando na busca de sobreviventes nos destroços da ponte Morandi, em Gênova

Vista parcial de um trecho da Ponte Morandi, que desabou em Gênova, Itália.

Vista parcial de um trecho da Ponte Morandi, que desabou em Gênova, Itália.

As autoridades italianas divulgaram, na manhã desta quarta-feira (15/08/2018), um novo balanço de vítimas do desabamento da ponte Morandi em Gênova, no noroeste da Itália. Até o momento, são 39 mortos, incluindo três crianças e três jovens franceses.

Com informações da enviada especial da RFI à Gênova, Juliette Gheerbrant

O governo italiano confirmou 38 mortos no desabamento da ponte Morandi na terça-feira (14). Dos 16 feridos, 12 estão em estado grave e várias pessoas estão desaparecidas.

As equipes de resgate trabalharam toda a madrugada em busca de sobreviventes, mas as chances são pequenas. O acesso de bombeiros e socorristas é dificultado pelos pesados blocos de concreto empilhados sobre carros e caminhões.

Entre os mortos, há três jovens franceses, indicou o ministério da Relações Exteriores da França nesta quarta-feira. Nathan Gusman, de 20 anos, Melissa Artus, de 22 anos, et Nemati Alizè Plaze, de 20 anos, viajaram de Montpellier, no sul da França, para Gênova, de onde iriam para a ilha italiana da Sardenha. Segundo o jornal Nice Matin, eles foram identificados graças a um brinco e a uma pulseira.

Polêmica sobre falhas em obras

A polêmica é grande sobre falhas na concepção do viaduto Morandi e as obras de manutenção. Concebida nos anos 60, a ponte foi construída com concreto armado, um material que se degrada com o tempo mais do que o aço e tem um custo maior de manutenção. O local registrava um tráfego intenso, 25 milhões de veículos por ano, nessa que é uma região industrial vital para a economia da Itália.

Nos últimos anos, engenheiros vinham apontando vários problemas na infraestrutura da ponte Morandi. Segundo a imprensa italiana, o grupo Atlantia, gestor do viaduto e também presente no Brasil, estava ciente da necessidade de novas obras, mas teria adiado os trabalhos para o segundo semestre, depois das férias de verão.

Em 5 anos, 10 pontes desabaram na Itália. O ministro italiano dos Transportes, Danilo Toninelli, anunciou uma auditoria nacional em todos os viadutos e túneis antigos da Itália.

Tonineli também disse ter iniciado um processo para retirar a concessão da subsidiária Atlantia, alegando que ela não foi capaz de assumir suas obrigações. O Estado quer cobrar € 150 milhões de multa do grupo.

Moradores em choque

A população de Gênova vive o choque da tragédia. A prefeitura decretou dois dias de luto. Além da tristeza entre os moradores, há a preocupação que o restante da estrutura da ponte desabe sobre imóveis. Cerca de 400 pessoas tiveram que deixar suas casas.

Os habitantes desta cidade do noroeste da Itália também se preocupam com a desorganização local, já que a ponte Morandi era o principal acesso de Gênova para o oeste italiano, onde está Milão, além de França e Espanha, com quem há um tráfico comercial importante.

Entrevistados pela enviada da RFI, Juliette Gheerbrant, muitos moradores dizem que a tragédia seria maior se não tivesse acontecido neste mês de férias de verão na Europa. No entanto, a população teme um grande caos em setembro, quando os italianos retomam o ritmo normal de trabalho.

“Em Gênova, a ponte Morandi é muito mais que uma artéria principal, ela faz a ligação com as principais estradas do país. Durante o dia, nós, taxistas, a utilizávamos umas 50 vezes! Espero que as autoridades façam algo rápido, mesmo provisoriamente, mas em caráter de urgência”, diz o taxista Luca Guardi, de 42 anos. “Sinto muito pelas vítimas. Perdi um colega que trabalhava na região do porto, um moço jovem. É muito triste”, reiterou.

*Com informações da Agência Brasil.

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