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Feira de Santana: Governo Martins promove Oficina de Turismo Étnico Afro

Oficina de Turismo Étnico Afro realizada no auditório do Mercado de Arte Popular.

Oficina de Turismo Étnico Afro realizada no auditório do Mercado de Arte Popular.

“As comunidades tradicionais são capazes de gerar renda e criar novos postos de trabalho, resultando em alternativas de desenvolvimento e de fortalecimento socioeconômico”. A afirmação é de Dandara Lopes, da Coordenação de Políticas para Povos e Comunidades Indígenas, durante a Oficina de Turismo Étnico Afro, realizada na tarde de terça-feira (07/08/2018), no auditório do Mercado de Arte Popular de Feira de Santana (MAP).

Com o tema ‘Empreendedorismo Étnico e Étnodesenvolvimento’, o evento promovido pela Secretaria Municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, por meio do Departamento de Turismo, reuniu atores sociais ligados à cultura étnico-afro do município, a exemplo de mestres de capoeira, representantes do candomblé, produtores culturais e artesãos. O objetivo é qualifica-los para a implantação da Rede de Turismo Étnico Afro.

“As comunidades já têm seu produto estabelecido. No entanto, é necessário se qualificar, através das formações, para daí fortalecer a atividade que oferecem e fazer sua autogestão”, acrescentou Dandara.

Atividade fortalecida

Há quatro anos confeccionando turbantes, Adão Ferreira reconhece o quanto é necessário se preparar para desenvolver sua atividade e, com isso, dar visibilidade ao seu produto. “Isso vai fortalecer o meu trabalho”, entende.

“Sem a visibilidade devida”

A pedagoga e ativista cultural Hely Pedreira também participou da oficina. Conforme observou “Feira de Santana é dotada de muitos espaços ligados com a cultura afro, e de linguagens artísticas variadas, mas que não têm a visibilidade devida”, avalia.

“A partir da formação da Rede de Turismo Étnico Afro, a nossa cidade vai passar a ser vista não só pelo turista, mas pelo próprio cidadão que mora aqui”, prevê.

Roteiro Turístico

De acordo com a diretora de Turismo, Graça Cordeiro, o objetivo das oficinas é qualificar os diversos atores sociais ligados ao movimento negro.  O foco é implantação do Roteiro de Turismo Étnico Afro, que deverá ser comercializado a partir de janeiro de 2019.

“A proposta é preparar os produtores da cultura de matriz africana do nosso município para que tenham condições de receber o turista, de modo organizado e profissional, nos diversos segmentos, assim como já acontece em Salvador, Cachoeira e São Félix”, afirmou.

Ainda estão previstas mais duas oficinas, além de visitas técnicas aos equipamentos – escolas de dança afro, oficinas de instrumentos de percussão, terreiros, espaços de capoeira e de culinária, além do setor de confecção.

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