EUA: Ex-funcionária revela bastidores da Casa Branca em livro e acusa presidente Donaldo Trump de racismo

Donald Trump ao lado de Omarosa Manigault durante campanha presidencial.

Donald Trump ao lado de Omarosa Manigault durante campanha presidencial.

Chega às livrarias dos Estados Unidos nesta terça-feira (14/08/2018) o livro “Unhinged, an insider’s account of the Trump White House”, assinado por Omarosa Manigault Newman, ex-conselheira do governo norte-americano. Na publicação, ela revela detalhes dos bastidores da Casa Branca, gravados de forma clandestina, e faz várias acusações contra o presidente Donald Trump.

A ex-funcionária trabalhou na administração Trump entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018, antes de ser demitida. Mas os dois já se conheciam, pois Omarosa participou do reality show The Apprentice, quando o programa era apresentado pelo atual chefe da Casa Branca.

No livro, a autora descreve Trump como machista, intolerante e, principalmente de racista. Omarosa, que era uma das únicas funcionárias afro-americanas no alto escalão do governo, revela que o presidente usou várias vezes, durante as gravações de programa de televisão, a palavra “nigger”, expressão altamente pejorativa nos Estados Unidos. A ex-conselheira disse que o chefe da Casa Branca nunca pronunciou o insulto em sua presença, mas que foi informada por colegas e ouviu gravações que confirmam as declarações. “Quando Trump fala assim, isso confirma que ele é realmente racista”, afirma a autora do livro.

Convidada durante o fim de semana do programa de televisão Meet The Press no canal NBC, Omarosa deu vários detalhes sobre sua demissão. Ela conta que gravou escondida uma conversa que teve com o chefe do gabinete de Trump, John Kelly, na qual o superior hierárquico se recusa a explicar os motivos da demissão. A Casa Branca respondeu dizendo que trata-se apenas de mentiras de uma ex-funcionária amargurada após ter sido licenciada.

Já Trump foi além, chamando a Omarosa de “crápula” e “louca”. “Ela foi demitida três vezes no The Apprentice e agora foi demitida mais uma vez. Ela nunca vai conseguir nada. Me suplicou pedindo um emprego e eu a contratei. Mas o pessoal da Casa Branca a detestava. Ela era feroz, mas não era inteligente”, escreveu o presidente. “Eu não a via nunca, mas ouvia comentários negativos”, completou.

Nessa segunda-feira (14), o programa Today do canal NBC divulgou uma gravação, na qual Trump afirma que não sabia que a conselheira havia sido demitida, e expressa pesar pela notícia. “Omarosa, o que está acontecendo? Acabo de ver as notícias de que você está pensando em sair? O que aconteceu?”, questiona Trump durante conversa com a ex-funcionária, aparentemente sem saber que ela já havia sido demitida. “Ninguém me disse”, completa o presidente. “Você sabe que eles comandam uma grande operação, mas eu não sabia (…) Não gosto que você vá embora”.

Além de mostrar um presidente que tem um conhecimento reduzido do que acontece dentro da Casa Branca – ou que está disposto a mentir para evitar um confronto –, o episódio levanta a questão da segurança e da confidencialidade das reuniões com Trump. Afinal, todas as gravações divulgadas até agora foram feitas dentro da “Situation room”, sala de crise da Casa Branca, onde teoricamente os aparelhos eletrônicos são proibidos.

*Com informações da RFI.

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