Eleições 2018: PT não trabalha com hipótese de Fernando Haddad assumir candidatura à presidência da República, diz senadora Gleisi Hoffmann

Manuela Pinto Vieira d'Ávila e Fernando Haddad.

Manuela d’Ávila (PCdoB) e Fernando Haddad (PT), candidato à vice-presidente da República.

O PT não trabalha com a hipótese de o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad assumir a candidatura à Presidência no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e irá às últimas consequências com a postulação de Lula, que estará na campanha eleitoral “de um jeito ou de outro”, disse nesta segunda-feira a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann.

Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (13/08/2018) na sede nacional do PT no centro de São Paulo, Gleisi reiterou que a candidatura de Lula ao Planalto será registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quarta-feira, e disse que o registro será acompanhado de um “grande ato popular” promovido por movimentos sociais, como o Movimento dos Sem-Terra (MST).

Segundo Gleisi, Haddad será registrado como vice na chapa de Lula e atuará como porta-voz do ex-presidente em viagens pelo Brasil, enquanto Lula segue preso em Curitiba cumprindo pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP).

“Não estamos trabalhando com a hipótese de ele (Haddad) assumir a candidatura de Lula”, disse Gleisi durante a entrevista.

A presidente do PT afirmou que o partido buscará junto à Justiça Eleitoral que Lula possa participar da campanha eleitoral mesmo preso, mas avisou que ele estará na campanha “de um jeito ou de outro” e falará ao povo brasileiro “de um jeito ou de outro”.

Na avaliação do PT, disse Gleisi, Lula só não vencerá a eleição se for impedido de concorrer, o que, para ela, seria uma violência.

“Você não tem eleições livres e democráticas se proibir o principal candidato de disputar”, disse Gleisi, se referindo ao fato de Lula liderar as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.

A presidente do PT também foi indagada sobre o candidato do PSL ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas nos cenários em que Lula não aparece como candidato.

Para ela, a ascensão do capitão da reserva do Exército é “obra e arte do PSDB”.

“Eles estimularam tanto o ódio nesse país, tanta raiva, fizeram tanta campanha violenta para cima do PT, para cima das forças progressistas, que trouxeram o Bolsonaro para a cena”, avaliou Gleisi, que disse ainda que o candidato do PSL pode ser um problema para o postulante do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin.

“Deram voz à extrema-direita. Tanto que me parece agora que o Alckmin está preocupado em combater o Bolsonaro para retomar o espaço. Não sei se ele vai conseguir.”

 *Por Eduardo Simões, da Agência Reuters.

Publicidade

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Publicidade

Faça uma doação ao JGB

Perfil do Autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).