Eleições 2018: Precisamos retomar a iniciativa de investir no país, diz Fernando Haddad durante ato de campanha na Bahia

Jaques Wagner, Fernando Haddad e Rui Costa durante ato de campanha eleitoral em Salvador.

Jaques Wagner, Fernando Haddad e Rui Costa durante ato de campanha eleitoral em Salvador.

Em visita ao estado da Bahia, Fernando Haddad, candidato a vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva, concedeu entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (21/08/2018), em Salvador. Em sua fala, enfatizou que sua visita aos estados do nordeste tem como objetivo mostrar ao país o plano Lula de governo, que resgata a soberania nacional e popular, fazendo essa mensagem chegar a todos os cantos.

Também participaram da coletiva Rui Costa, governador da Bahia e candidato à reeleição, e o ex-governador Jaques Wagner, que concorre a uma vaga no Senado pelo estado.

Haddad reafirmou a importância da decisão de caráter obrigatório do Comitê dos Direitos Humanos da ONU, determinando que Lula tenha garantido o direito de ser candidato, e disse que aguarda a decisão do TSE. O governador Rui Costa indagou, em sua fala, se o Brasil está disposto a se tornar o tipo de país que rejeita resoluções da ONU.

Questionado sobre o resultado das pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (20), Haddad afirmou que Lula cresceu nas pesquisas porque tem a preferência do eleitorado e porque tem o melhor plano de governo para o país. Para ele, a situação também não é diferente na Bahia, onde as pesquisas indicam a vitória de Rui Costa. Aliás, sobre os bons governos estaduais do PT na Bahia com Jacques Wagner e Rui Costa, Haddad ressaltou que eles inspiram parte do plano de governo Lula, como é o exemplo do programa de Policlínicas regionais implantado no estado e que, ainda segundo Haddad, deverá ser levado para todo o país.

Haddad lembrou as palavras de Lula, que disse: “não adianta me prender, porque eu sou uma ideia, eu sou um projeto, eu posso ser a pessoa mais conhecida no meu país que representa esse projeto, mas não estou sozinho. São milhões que abraçaram e que vão estar caminhando o país, enquanto restringem a minha liberdade. Podem me aprisionar, mas não vão aprisionar o que eu represento”.

O ex-ministro da educação do governo Lula relembrou as importantes conquistas da era Lula na região Nordeste: “nós sempre estávamos aqui, entregando avanços para a população: universidades, escolas técnicas, creche, cisternas, hospitais”.

O candidato a vice-presidente de Lula disse também que a caminhada pela Bahia e pelos demais estados do nordeste é para apresentar um projeto que resgata tudo aquilo que foi feito e retoma o que foi parado. Ele apontou a importância do debate para o resgate da ferrovia que conecta o Oceano Pacífico ao Atlântico, por exemplo. “Precisamos retomar a iniciativa de investir, acabar com o teto de gastos para voltar a ter investimento público no país, porque do jeito que está, vamos zerar os investimentos federais no país. Não vai ter recurso para nada e aí, não se gera emprego, não se retoma a economia e não se resolve o déficit público”, enfatizou Haddad, apontando a retomada do investimento público na geração de empregos e no acesso ao crédito como crucial para resolver a crise.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]