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Eleições 2018: Organização dos Estados Americanos e comunidade internacional vê ex-presidente Lula como perseguido político, diz ministro Gilmar Mendes

Gilmar Mendes: Conversei com o pessoal da comissão da OEA, a visão deles é que no exterior colou a ideia de que Lula é um perseguido político.

Gilmar Mendes: Conversei com o pessoal da comissão da OEA, a visão deles é que no exterior colou a ideia de que Lula é um perseguido político.

O ministro do STF Gilmar Mendes revelou nesta quarta-feira (29/08/2018) o conteúdo da conversa que teve durante encontro ocorrido cinco dias antes com a comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA), que pela primeira vez acompanhará as eleições brasileiras. “Conversei com o pessoal da comissão da OEA, a visão deles é que no exterior colou a ideia de que Lula é um perseguido político”, declarou.

Tal visão, prosseguiu Mendes, é a consequência da atuação do Judiciário brasileiro, sobretudo ao tentar impedir que Lula seja candidato sem levar em conta o que manda a lei, sobretudo o princípio fundamental da presunção da inocência. “Não estamos percebendo isso, que estamos tentando interferir demais na política? Será que nós somos tolos? É um quadro realmente sem noção”, concluiu.

Durante o encontro com a OEA, segundo nota publicada pela página do próprio STF, o ministro havia dito apenas que a presença da organização será uma oportunidade “para que o país tenha acesso a uma avaliação externa oficial, segura, serena e competente do sistema eleitoral brasileiro”.

Laura Chinchilla, que irá liderar a missão da OEA por aqui acompanhou eleições recentes nos Estados Unidos (2016), no México (2015) e no Paraguai (2018).  Após o processo eleitoral, um relatório deverá ser apresentado com conclusões e recomendações ao Brasil e ao Conselho Permanente da organização que realiza trabalhos semelhantes desde 1962.

Sem credibilidade

O ministro insinuou, também na entrevista desta quarta-feira, que só vê uma maneira de reestabelecer alguma credibilidade ao Judiciário brasileiro: respeitar o que diz a Constituição e evitar arbitrariedades como a que resultou na prisão política de Lula.“Vamos ler o texto constitucional como ele está. Qualquer outra situação é devaneio e irresponsabilidade”.

Mendes ainda admitiu que essa atuação injusta tem causado efeito contrário. Prova disso é a popularidade cada vez maior do ex-presidente na disputa ao Palácio do Planalto. “As pessoas não percebem que nós contribuímos com a vitimização do Lula? Estamos produzindo esse resultado que está aí”, criticou.

O resultado a que se refere o magistrado é a imensa vantagem de Lula em relação aos adversários como prova o último levantamento divulgado pelo Ibope que mostra vitória de Lula em 23 dos 27 estados, com aproximadamente 54 milhões de votos – projeção que o elegeria com a maior marca já registrada em primeiro turno desde a redemocratização do país.

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