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Eleições 2018: Número de homicídios na Bahia pode ser ainda maior do que o oficial, diz José Ronaldo

José Ronaldo: estamos vivendo uma verdadeira guerra civil e o atual governo permanece omisso.

José Ronaldo: estamos vivendo uma verdadeira guerra civil e o atual governo permanece omisso.

Que a Bahia atualmente é o estado mais violento do país, todo mundo já sabe. O que pouca gente sabe é que o número de homicídios praticados no estado pode ser ainda maior do que o oficialmente divulgado pelo governo, é o que aponta o Atlas da Violência 2018, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

“O governo da Bahia vem registrando homicídios como mortes violentas por causa indeterminada (MVCI) e isso acaba maquiando os dados sobre homicídios”, explica o candidato José Ronaldo, da Coligação Coragem para mudar a Bahia, com base nas informações do Atlas. “Isso é muito grave para um estado que já lidera o número de homicídios no Brasil. Estamos vivendo uma verdadeira guerra civil e o atual governo permanece omisso.

De acordo com o estudo, as taxas por 100 mil habitantes de mortes violentas por causa indeterminada atingiram níveis preocupantes em nove estados em 2016, o que pode contribuir para ocultar uma maior taxa de homicídios nessas localidades. “O caso mais grave se refere ao estado da Bahia, cuja taxa de MVCI é de 9,7, seguido por Pernambuco (9,1), Rio de Janeiro (7,9), Minas Gerais (7,4), Ceará (6,7), Espírito Santo (6,0), Roraima (5,8), Rio Grande do Norte (5,6) e São Paulo (5,1)”, diz o Atlas da violência.

Segundo a 10ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), adotada pelo Brasil desde 1996, as mortes violentas podem ser divididas em: acidentes; lesões autoprovocadas intencionalmente; agressões; intervenções legais e operações de guerra; além de eventos cuja intenção é indeterminada. As quatro primeiras causas básicas de mortalidade são os acidentes fatais, inclusive mortes no trânsito; suicídios; homicídios (acrescido de latrocínios e lesão corporal dolosa seguida de morte); e mortes decorrentes de intervenção policial.

“As mortes violentas com causa indeterminada são assim classificadas quando o óbito se deu por causa não natural, bem como quando os médicos legistas, gestores da saúde, policiais e peritos criminais não conseguiram informar a motivação primeira que o desencadeou”, informa o estudo.

A proporção de mortes violentas não esclarecidas em relação ao total de mortes violentas é um dos principais indicadores de qualidade dos sistemas de informação no setor de Segurança. Nos países desenvolvidos, geralmente, as mortes violentas indeterminadas representam um resíduo inferior a 2% do total de mortes por causas externas. Isso ocorre porque, nesses lugares, se reconhece a importância de se descobrir as causas que levaram o indivíduo a óbito como elemento fundamental para evitar novas mortes futuras.

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