Eleições 2018: Estratégia do PT para conquista presidência da República é ir com Lula até onde der

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Haddad (PT) disputam como candidatos a presidente e vice-presidente da República.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Haddad (PT) disputam como candidatos a presidente e vice-presidente da República.

A presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, tentou minimizar nesta segunda-feira (13/08/2018) as especulações de que o partido está trabalhando com um plano B para o caso de a candidatura à presidência da República de Luiz Inácio Lula da Silva ser barrada. Segundo ela, o partido não está “trabalhando com a hipótese” de Fernando Haddad “assumir a candidatura de Lula”.

No dia 5 de agosto, o PT definiu o ex-prefeito de São Paulo como o vice de Lula, deixando ainda como opção a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) como potencial companheira de chapa do ex-presidente, que segue preso em Curitiba e está virtualmente inelegível por causa da Ficha Limpa.

A indicação de Haddad pareceu confirmar que o PT já deu início à execução de um plano B para a substituição da cabeça da chapa. A Justiça Eleitoral permite a substituição do candidato até o dia 17 de setembro.

Mas Gleisi demonstrou que o partido ainda insiste no discurso sobre a viabilidade da candidatura de Lula. Em entrevista a correspondente estrangeiros, ela reiterou que a candidatura de Lula será registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima quarta-feira (15/08) e que o partido vai insistir em manter o nome do ex-presidente até “as últimas consequências”.

O PT e movimentos sociais estão organizando uma caminhada de militantes até Brasília para registrar a candidatura.

De acordo com a senadora, Haddad será registrado como vice, mas seu papel deve ser limitado a atuar como porta-voz do ex-presidente em viagens pelo Brasil,  “Não estamos trabalhando com a hipótese de ele [Haddad] assumir a candidatura de Lula”, disse Gleisi. “Iremos com Lula até o final.”

A presidente do PT também afirmou que o partido deve brigar na Justiça para que o ex-presidente participe da campanha eleitoral mesmo estando na prisão. Segundo ela, Lula estará na campanha “de um jeito ou de outro”.

Na avaliação de Gleisi, Lula só não vencerá a eleição se for impedido de concorrer. “Você não tem eleições livres e democráticas se proibir o principal candidato de disputar”, disse Gleisi.

Carta “ao povo do Ceará”

Nesta segunda-feira, o PT também divulgou uma carta de Lula endereçada “ao povo do Ceará”, o estado do ex-governador e candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), que trava uma disputa com o PT pelo eleitorado de esquerda. Recentemente, Ciro acusou o PT de “enganar a população” ao insistir na candidatura de Lula. De acordo com ex-governador, os petistas querem “criar uma comoção” com a prisão para apontar “um poste” no lugar do ex-presidente.

A carta de Lula foi lida em uma emissora de rádio do estado. Nela, Lula reitera que será candidato ao Planalto.  “Aproveito essa linha direta com você para mandar um recado ao povo do Ceará: sou candidato sim à Presidência da República.”

O ex-presidente também afirmou que, mesmo preso, falará durante a campanha pela “voz de Haddad e D’Ávila”.

“Acharam que me isolando aqui me calariam, mas eu falarei pela voz do companheiro Fernando Haddad e da companheira Manuela D’Ávila. Que vão viajar o Brasil dizendo o que estamos propondo para consertar tudo que o golpe desarrumou neste país”, disse o ex-presidente.

*Com informações do Deutsche Welle Brasil.

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