De maio para junho de 2018, volume de negócios do setor de serviços cresce 9,7% na Bahia

Tabela do índice da receita nominal e do volume de serviços.

Tabela do índice da receita nominal e do volume de serviços.

Em junho de 2018, o volume do setor de serviços cresceu 9,7% na Bahia, na comparação com o mês imediatamente anterior, livre de influências sazonais. Recuperou, assim, em média, as perdas registradas em maio, quando havia recuado 5,8%, em boa parte devido à greve dos caminhoneiros. O resultado baiano, nessa comparação, ficou acima da média nacional (6,6%).

De maio para junho, o setor de serviços teve alta em 22 dos 27 estados, com destaques positivos, acima da Bahia, para Mato Grosso (22,6%), Paraná (10,1%) e Minas Gerais (9,8%).

Frente a junho de 2017, porém, o volume dos serviços na Bahia seguiu em queda (-0,7%), ainda que reduzindo significativamente o ritmo de retração em relação a maio, quando havia caído 9,6%. Nessa comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor de serviços cai há oito meses consecutivos na Bahia (desde novembro de 2017).

O resultado do estado frente a junho de 2017 (-0,7%) ficou também abaixo da média nacional (+0,9%). Nesse confronto, o volume do setor de serviços caiu em 19 dos 27 estados.

Com o desempenho ainda negativo de junho, na comparação com 2017, os serviços na Bahia acumulam queda de 5,5% no primeiro semestre de 2018 e de 4,2% nos 12 meses encerrados em junho. O desempenho do setor não é positivo nesses indicadores há bastante tempo: no acumulado no ano, está em quedas seguidas desde fevereiro de 2017, no acumulado em 12 meses, recua desde setembro de 2015.

De janeiro a junho de 2018, no Brasil, os serviços caem 0,9%, com crescimento em apenas 2 dos 27 estados (Roraima, com 5,4%; e São Paulo, com 0,7%). Nos 12 meses encerrados em junho, o volume do setor teve retração de 1,2% no país, com resultados negativos em 22 unidades da Federação.

Em junho, 2 das 5 atividades de serviços recuam na BA: serviços de informação e comunicação (-11,8%) e serviços prestados às famílias (-11,4%)

Frente ao mesmo mês de 2017, em junho de 2018 (-0,7%), duas das cinco atividades de serviços pesquisadas tiveram resultados negativos na Bahia: serviços de informação e comunicação (-11,8%) e serviços prestados às famílias (-11,4%).

Os serviços de informação e comunicação se mantêm em quedas seguidas há um ano, desde junho de 2017, acumulando retração de 14,2% no primeiro semestre de 2018 – a maior dentre as atividades investigadas.

Já os serviços prestados às famílias tiveram, em junho, a quinta retração consecutiva e acumulam recuo de 6,1% nos seis primeiros meses do ano.

Por outro lado, com o maior crescimento no mês, a atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (6,7%) foi a principal influência positiva para os serviços baianos.

Os transportes são a atividade de maior peso na estrutura do setor e tiveram, em junho, sua primeira variação positiva, após três quedas consecutivas neste ano.

Também registraram altas, no mês, os serviços profissionais, administrativos e complementares (2,2%) e os outros serviços (2,7%). Estes últimos interromperam uma sequência de sete quedas seguidas (desde novembro de 2017).

Apesar desses aumentos em junho, nenhuma das atividades de serviços apresentou resultado positivo no acumulado no primeiro semestre de 2018.

Serviços do turismo baiano têm variação positiva de maio para junho (0,1%), mas caem 9,0% frente a junho de 2017, 2º maior recuo dentre os estados

De maio para junho, as atividades de serviços ligadas ao turismo na Bahia tiveram uma pequena variação positiva (0,1%), após a queda 4,5% registrada em maio. O confronto com o mês imediatamente anterior é ajustado sazonalmente, ou seja, desconsidera eventuais efeitos de eventos como as festas juninas.

Na comparação com maio, em média, os serviços ligados ao turismo cresceram 1,0% no país, recuperando parte da perda de 1,6% registrada no mês anterior e com altas em 7 dos 12 estados onde eles são investigados separadamente.

Frente a junho de 2017, entretanto, o resultado do turismo baiano foi o segundo pior do país (-9,0%), aprofundando ainda mais o ritmo de queda em relação a maio (-7,7%). Nessa comparação, apenas o Paraná (-10,4%) teve desempenho pior que a Bahia.

Assim, no primeiro semestre de 2018, o volume das atividades turísticas no estado já acumula queda de 5,0%, mantendo-se como a segunda maior retração, acima apenas do Rio de Janeiro (-5,6%), e pior que a média nacional, que ficou estável (0,0%).

Nos 12 meses encerrados em junho, o turismo baiano também apresenta retração (-2,0%), embora ainda menor que a média nacional (-3,5%).

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