As pessoas devem tirar o respeito do armário, diz especialista durante evento LGBTQ+ em Feira de Santana

Ânderson Reis, doutorando de Enfermagem e Saúde da UFBA, aborda o tema ‘Desvendando as letrinhas, o que/quem são LGBTQ+’.

Ânderson Reis, doutorando de Enfermagem e Saúde da UFBA, aborda o tema ‘Desvendando as letrinhas, o que/quem são LGBTQ+’.

Técnicos de diversos equipamentos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso) estão mais atentos à situação de LGBTQ+ em situação de rua em Feira de Santana. A questão, visando proporcionar um melhor atendimento a esta clientela, foi discutida na manhã desta quinta-feira (30/08/2018), durante sessão temática realizada pelo Governo Municipal no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca).

Tendo como tema central ‘O Atendimento Humanizado à População LGBTQ+ em Situação de Rua: Conhecer para Cuidar’, o evento reuniu especialistas de Feira de Santana e Salvador para discutir a questão e gerar propostas que venham contribuir nos diversos aspectos de aperfeiçoamento da qualidade de atendimento a estas pessoas neste município.

O secretário de Desenvolvimento Social, Ildes Ferreira, reafirmou a necessidade de o tema ser abordado exaustivamente. E citou como elementos fundamentais para que isto ocorra a necessidade de todos terem maior conhecimento sobre a questão, manter a prática de política pública de estar sempre reafirmando a posição do Governo Municipal contra a discriminação e, por fim, o compromisso da administração pública em fortalecer estas ações.

Desvendando as letrinhas

Doutorando de Enfermagem e Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Ânderson Reis aprofundou as discussões sobre a questão abordando sobre o tema ‘Desvendando as letrinhas, o que/quem são LGBTQ+’. Ele enfatizou sobre a necessidade de estar “pensando a perspectiva sexual e de gênero, com atendimento igualitário, mas singular” do público LGBTQ+ em situação de rua.

Tirando o respeito do armário

A questão do respeito a estas minorias em situação de rua também é reforçada como uma prática que deve ser sempre garantida no atendimento nos diversos serviços públicos, inclusive nas ações sociais e de saúde. Justamente por isso ele propõe que as pessoas estejam sempre “tirando o respeito do armário”.

Durante o evento também estiveram compondo a mesa de hora o diretor do Departamento da Igualdade de Gênero, Racial e Juventude da Sedeso, Gilenaldo Santos; Renata Lee, da equipe de abordagem da Sedeso; Jéssica Bastos, do programa Corra pro Abraço; o psicólogo do Centro Pop, Kennedy; a enfermeira Darlene Santos, do Consultório de Rua de Feira de Santana; e o representante do Movimento População de Rua, Ed Carlos. O evento foi coordenado pela Divisão de Promoção dos Direitos das Minorias em parceria com a Divisão de Proteção Especial e o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua Elisabete Gomes Martins (Centro Pop).

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