ALBA: Deputado Leur Lomanto Junior cobra investimento ao lamentar Bahia no topo de homicídios no país

Leur Lomanto Junior: policiais trabalham com baixos salários e estrutura ainda precária, principalmente no interior.

Leur Lomanto Junior: policiais trabalham com baixos salários e estrutura ainda precária, principalmente no interior.

Além de cobrar melhorias para a área de segurança pública, o deputado estadual Leur Lomanto Jr. destacou hoje (10/08/2018), a necessidade de mais investimentos em educação e esporte pelo governo do estado para as crianças e jovens baianos. A preocupação do deputado foi revelada após verificar o resultado do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2018, que colocou a Bahia no topo do número de homicídios, no país. Segundo a pesquisa, a Bahia sozinha, concentrou 11% de homicídios com intenção de matar (homicídio doloso), assaltos à mão armada (latrocínios) e lesões corporais seguidas de morte. No ano passado, 6.247 baianos foram assassinados, dentro de ocorrências como essas, conhecidas como Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). O número de homicídios da Bahia supera os de São Paulo e Rio de Janeiro, estados maiores.

“Essa triste realidade, infelizmente é uma consequência dos baixos investimentos do governo do estado, ao longo dos últimos anos, em áreas muito importantes, como a própria segurança pública, onde os policiais trabalham com baixos salários e estrutura ainda precária, principalmente no interior e também da educação, com escolas tradicionais sendo fechadas. Além disso, faltam estímulos para outras áreas, como os programas de incentivo ao esporte”, lamentou.

O deputado lembrou que há muito tempo vem combatendo essa falta de perspectiva para os jovens da Bahia, em discursos na Assembleia Legislativa. No Parlamento, ele também apresentou projetos e indicações voltadas ao investimento em segurança e esportes.

Leur Jr. frisou que no período de 2015 a 2017, a Secretaria Estadual de Educação recebeu apenas 2% do total de R$ 7 bilhões de recursos investidos no estado. “Esse baixo percentual de 2% mostra como a educação, infelizmente deixou de ser prioridade há muito tempo”, condenou.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).