Marcelo Vinicius lança o livro ‘O Sonho de Lucas’

Capa do livro 'O Sonho de Lucas'.

Capa do livro ‘O Sonho de Lucas’.

Marcelo Vinicius lança em breve o romance ‘O Sonho de Lucas’, pela editora Multifoco. Com prefácio de Ana Rita Ferraz, professora da UEFS, especialista em Literatura Infantil e Educação, doutora em Educação e Contemporaneidade e Psicóloga; orelha por Lúcia Facco, doutora em literatura e crítica literária da UERJ; e revisão por Clarissa Macedo, poeta premiada nacionalmente e doutoranda em literatura pela UFBA.

Sinopse

A história divide-se em duas partes. A primeira é uma narrativa em terceira pessoa; e a segunda é em primeira pessoa, na qual está se passa por meio do olhar de um jovem chamado Lucas, estudante que sonha em cursar faculdade e cuja vida familiar está em decadência.

Lucas fica arrasado quando sua mãe, Kátia Fernandes, separa-se de seu padrasto, surgindo, a partir daí, dificuldades financeiras para que pudesse completar seus estudos. Esse fato — entre outros — provoca, ainda, turbulências na relação com uma garota que ele conhece na internet, Caroline, e que, por motivos absurdos e beirando à loucura, nem sequer conseguem se encontrar no local combinado, para se conhecerem pessoalmente.

Ele, então, procura superar determinados problemas, os quais aparentam se resolver; porém, há ainda muitos desafios pela frente, como lidar com uma inesperada doença angustiante de sua irmã Melissa e de sua mãe.

Lucas é sinônimo de luta pela realização de seus sonhos por meio das experiências que passa na vida, que retrata os conflitos emocionais pelos quais passam muitos jovens; no entanto, O sonho de Lucas narra também a história de uma família que está de ponta-cabeça, como uma metáfora das contradições e dos dilemas de uma classe cujo poder, status e domínio social se constroem em cima do sofrimento humano.

Orelha do livro

“Mas até que ponto se está acordado, de verdade?” Esta indagação, que suscita o questionamento das fronteiras entre realidade e sonho, e entre realidade e ficção, vai nortear toda a obra, instigando o leitor a uma profunda reflexão. Marcelo consegue transmitir muito bem a confusão em que o protagonista Lucas se encontra. Narra, de modo bem articulado, os vários sonhos entrelaçados com a realidade. Aliás, o leitor, assim como Lucas, não consegue distinguir bem onde começa uma coisa e termina outra.

O autor desenvolve a história de uma maneira tão interessante que o leitor, quando começa a se sentir confortável em determinada situação e adquire uma ligeira impressão de certeza a respeito de determinado momento da narrativa se tratar de um sonho ou da realidade de Lucas, vê todas as suas crenças ruírem e volta para o sentimento de incerteza, no qual a realidade de Lucas acaba se misturando à de Melissa, sua irmã. E há um retorno ao início da história. Isso me lembrou o final de Huis clos, de Sartre, que termina com um desesperador “recomecemos”.

Esse é que é o verdadeiro jogo da narrativa. A partir do momento em que o leitor se deixa seduzir/enredar por ela (o que o autor faz de maneira admirável), ele passa a fazer parte desse jogo.

Não se pode dizer que se trata de uma leitura cômoda, pois o leitor tem de lidar com certo desconforto ao longo da obra. Mas esse desconforto não é o que a boa literatura costuma causar? O saudável desconforto diante de certezas cristalizadas, que revelam sua fragilidade e, portanto, exigem ser questionadas.

A literatura que faz pensar está, definitivamente, representada por este livro. Que esta segunda obra do autor seja seguida por muitas outras.

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