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Lava Jato fez empreiteiras encolherem R$ 55 bilhões

A destruição das grandes empresas brasileiras de construção civil ficou evidente após 4 anos de Operação lava Jato, conforme já denunciava o PT.

A destruição das grandes empresas brasileiras de construção civil ficou evidente após 4 anos de Operação lava Jato, conforme já denunciava o PT.

Não é de hoje que o Partido dos Trabalhadores vêm denunciando os efeitos nefastos da Operação Lava Jato para a economia brasileira, destruindo empresas e empregos ao invés de apenas punir os responsáveis por desvios. Desde junho de 2015 até agora, o prejuízo apenas entre as seis maiores empreiteiras do Brasil é de aproximadamente R$ 55 bilhões, conforme noticiou nesta segunda-feira (16/07/2018) o jornal Estadão.

O levantamento feito pelo jornal com seis das maiores construtoras mostra que o corte no número de trabalhadores chega aos 200 mil em três anos, sendo metade apenas na Odebrecht. Toda a indústria da construção perdeu 500 mil postos de trabalho no período, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Por conta da Lava Jato, a Andrade Gutierrez deixou de pagar US$ 500 milhões a credores internacionais e ainda não chegou a um acordo. A Queiroz Galvão negocia com bancos uma reestruturação da dívida de R$ 10 bilhões, a Mendes Júnior elabora um plano de recuperação judicial, requerido no início de 2016. A Odebrecht ainda é a maior empreiteira do Brasil, mas só conseguiu financiar suas dívidas após quatro meses de intensas negociações.

Como a Lava jato destrói a economia

Ainda em março de 2017 o economista Luiz Gonzaga Belluzzo afirmou que a operação Lava Jato ataca o Estado indutor do desenvolvimento, colocando o país na contramão do Mundo. Ele destacou que se multiplicavam regras para afirmar a preeminência do setor privado sobre o interesse público.

“Isso se manifesta pelo desmonte do estado. A destruição das empresas de construção pesada é um fenômeno que tem a ver com essa ‘rerregulamentação’, para destruir a capacidade de gerir os próprios processos de desenvolvimento”, defendeu.

Para o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, a atuação do Ministério Público Federal (MPF) em tais operações destrói os ativos nacionais, como as empresas de construção civil e naval: “o principal nessa atuação militante do MP é que, antes de atingir os chamados ‘corruptos’, atinge a população através dos seus empregos, das empresas que estão hoje sobre o fogo cruzado”.

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