Exportações do Brasil para Aliança do Pacífico caíram na última década

Presidente da República, Michel Temer, posa para foto oficial com os Chefes de Estado do MERCOSUL e da Aliança do Pacífico.

Presidente da República, Michel Temer, posa para foto oficial com os Chefes de Estado do MERCOSUL e da Aliança do Pacífico.

O Brasil poderia ter exportado no ano passado US$ 3,99 bilhões a mais para a Aliança do Pacífico caso tivesse mantido a mesma participação no comércio exterior com este bloco verificada na última década. O cálculo foi apresentado nesta terça-feira (24/07/2018), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), dia em que chefes de Estado do Mercosul e da Aliança do Pacífico se reuniram no México – que integra a Aliança junto com Colômbia, Peru e Chile.

Números divulgados pela CNI mostram que, na última década, o Brasil exportou menos para os países da Aliança do Pacífico, com exceção do Chile. De acordo com a entidade, entre 2008 e 2017, a participação do Brasil no total de importações realizadas pelo México caiu de 1,7% para 1,3%. Nas vendas para a Colômbia, a redução foi de 5,9% para 5%. Com o Peru, caiu de 8% para 6%. No caso do Chile, houve leve incremento nas exportações brasileiras, passando, no mesmo período, de 8,4% para 8,6%.

Na avaliação dos representantes da indústria, os acordos comerciais e a negociação de temas não tarifários dos os países da Aliança do Pacífico com Estados Unidos e União Europeia têm contribuído para que o Brasil concorra em condições menos favoráveis.

A CNI considera que a reunião no México é uma oportunidade para o país aprofundar a agenda de acordos comerciais e tratar de temas não tarifários, como a redução de burocracia no comércio entre os blocos e a eliminação de barreiras técnicas sanitárias e fitossanitárias.

“O Mercosul precisa ampliar e fortalecer os acordos com a Aliança do Pacífico não só pela proximidade geográfica, mas para construir normas e regulamentos aceitáveis entre os países, facilitando e estimulando cada vez mais a relação entre os blocos”, disse o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

*Com informações da Agência Brasil.

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