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Cortes de do Governo Temer na Ciência comprometem a pesquisa brasileira

Aloizio Mercadante destaca que a política fiscal de Temer, com a aprovação do Teto dos Gastos, acompanhada da recessão, impôs cortes crescente nos ministérios desde o golpe.

Aloizio Mercadante destaca que a política fiscal de Temer, com a aprovação do Teto dos Gastos, acompanhada da recessão, impôs cortes crescente nos ministérios desde o golpe.

Os cortes do governo ilegítimo de Michel Temer na Ciência, Tecnologia e na Educação já demonstram suas consequências na pesquisa brasileira. Doutores de todo o país buscam por trabalho, porém as seguidas retiradas de recursos dessas áreas deixam brasileiros sem um emprego.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações perdeu R$ 2,5 bilhões que foram congelados pelo governo golpista, segundo dados do próprio ministério. Na Educação a situação é ainda pior. O Ministério sofreu cortes de R$ 18,4 bilhões (referentes aos anos de 2015 e 2016), também de acordo com os números do governo. Além dos seguidos cortes orçamentários afetarem as oportunidades de emprego para os acadêmicos, o mesmo vem ocorrendo com o estudantes das graduações.

Em maio deste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revelou que a evasão universitária aumentou 47,8% entre 2016 e o ano passado. Ao menos 170 mil brasileiros, com idades entre 19 e 25 anos, abandonaram a graduação.

O ex-ministro-chefe da Casa Civil, da Educação, da Ciência, Tecnologia e Inovação Aloizio Mercadante destaca que a política fiscal de Temer, com a aprovação do Teto dos Gastos, acompanhada da recessão, impôs cortes crescente nos ministérios desde o golpe. “Esse arrocho orçamentário vem comprometendo a educação superior e a pesquisa científica, com graves retrocessos nas atividades de pesquisa, com a paralisação dos grandes centros de ciência e tecnologia e com fuga de cérebros para o exterior”, aponta.

Mercadante lembra que nos 13 anos do governo do PT os investimentos em pesquisa foram contínuos. “Projetos estruturantes foram implementados e um conjunto de políticas públicas de fomento a ciência e a pesquisa garantiram avanços expressivos na publicação de artigos, que colocaram o Brasil em 12º lugar no ranking da produção científica no mundo”, destaca.

Principais destinos de muitos doutores, as universidades e institutos de pesquisas também sofreram um profundo golpe com as políticas entreguistas de Temer. Os constantes cortes de orçamento levaram a uma redução das atividades o que representa menos oportunidades de trabalho e continuidade de pesquisas para os doutores brasileiros.

Segundo Mercadante, historicamente no Brasil, 60% dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação são públicos. “Nos países desenvolvidos, as empresa privadas empregam doutores e investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Nesses países, que aplicam entre 2% e 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto), a participação de recursos públicos oscila entre 20% e 40%. O restante vem da iniciativa privada”, aponta.

Ao longo dos 13 anos do governo do PT, o Ministério da Educação e o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação fizeram investimentos que mantiveram projetos de pesquisa de ponta como, por exemplo, o acelerador de partículas-Sirius, o reator atômico multipropósito, o satélite geoestacionário, o desenvolvimento de softwares para um supercomputador.

Ele também cita como exemplo o conjunto de pesquisas e inovações no setor de óleo e gás desenvolvidos para a prospecção e exploração do pré-sal, a pesquisa aeronáutica em projetos da Embraer, a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), os Centros de Tecnologia e Inovação do Senai, que foram financiados pelo BNDES, além de bolsas de pesquisa e de pós-graduação, programas de iniciação científica e financiamento de pesquisas e intercâmbios internacionais, como o Ciência Sem Fronteiras.

13 anos de educação plena

“Quando chegamos ao governo, tínhamos apenas 3,4 milhões de matrículas de estudantes universitários em todo o sistema e cerca de 800 mil vagas para ingressantes ao ano. Deixamos mais de 8,1 milhões de estudantes universitários matriculados, com mais de 2 milhões de vagas para ingressantes. Ainda assim, se considerarmos os cerca de 9 milhões de inscritos no Enem, 7 milhões vão continuar excluídos do acesso à educação superior. O Enem, o Sisu, o Prouni, o Fies e a Lei de Cotas com recortes para estudantes de baixa renda e raça democratizaram o acesso à educação superior e 35% dos formandos em 2015, que fizeram o Enade, eram os primeiros da família a terem um diploma de curso superior”, diz Mercadante relembrando os avanços dos 13 anos do governo do PT na Educação.

*Com informações da Agência PT de Notícias.

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