Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso de Feira de Santana realiza tratamento com curativos especiais

Paciente do CADH realiza tratamento com curativos especiais.

Paciente do CADH realiza tratamento com curativos especiais.

O tratamento de feridas para pessoas diabéticas exige alguns cuidados especiais devido à dificuldade para cicatrização. Em Feira de Santana, pacientes do Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso (CADH) tem à disposição tratamento com curativos especiais, utilizados de acordo com a situação e estágio da ferida.

“Antigamente, utilizávamos um produto no curativo. Hoje, optamos por curativos específicos para diferentes estágios da ferida. O curativo utilizado para um estágio de infecção não é o mesmo de um estágio de cicatrização, por exemplo”, explica Andreia Silva, coordenadora do CADH.

Cicatrização mais rápidaDe acordo com Andreia, os produtos utilizados são de alto custo e geram uma despesa de mais de R$ 20 mil reais por mês. “A Secretaria Municipal de Saúde aplica gratuitamente os mais diversos tipos de curativos como a bota de unna, prata nanocristalina e o AGE. São materiais que favorecem uma cicatrização mais rápida do que os curativos convencionais”, informa.

José Rosa da Conceição, 65 anos, é um dos beneficiados com o serviço. Após avaliação com um angiologista no CADH, ele recebeu a prescrição para utilização da bota de unna, curativo que tem ajudado para cicatrização do pé diabético. “A ferida começou com uma rachadura no pé, era toda aberta e já fechou mais. Costuma doer muito, mas tem melhorado”, relata.

Antes de aplicar a bota, a enfermeira Tamires Silva lava e higieniza a pele do paciente. Em seguida um creme antifúngico é passado no local para evitar alergias e micoses. “Sempre explicamos para o paciente que em casa ele não pode mexer na bota, porque existe toda técnica para ser aplicada. Ele não pode mexer na atadura de modo geral, apenas é liberado trocar a do local do ferimento, pois suja muito com a secreção”, informa.

Paciente diabética há 40 anos, Elizabete da Silva, 92 anos, já utilizou cerca de 15 curativos feitos com bota de unna. “O ferimento foi ocasionado por varizes. A ferida diminuiu bastante, melhorou muito, lembro o quanto sangrava”, relata Rita de Cássia Santos, filha de Elizabete.

Como o paciente diabético tende a desenvolver neuropatia diabética, o que ocasiona a perda de sensibilidade na pele, alguns cuidados são essenciais para evitar o aparecimento de feridas no pé: não utilizar sapato com costuras que pressionem o local, evitar calçados de borracha, atenção na hora de cortar as unhas, hidratar bem o pé e secar as interdigitais dos dedos após o banho, evitando assim o aparecimento de dermatites, fungos e micoses, que são uma porta de entrada para lesionar a pele.

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