A insanidade gerada pelo capitalismo está conduzindo a humanidade ao abismo social | Por Sérgio Jones

Marildo Menegat possui graduação em Filosofia (UFRJ - 1992), mestrado em Filosofia (UFRJ - 1995) e doutorado em Filosofia (UFRJ - 2001). Atualmente é professor Associado III, lotado no Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NEPP-DH). Tem experiência na área de Filosofia Social e Política e Teoria Crítica, atuando principalmente nos seguintes temas: critica da economia política da barbárie, militarização do cotidiano e crítica da cultura.

Marildo Menegat possui graduação em Filosofia (UFRJ – 1992), mestrado em Filosofia (UFRJ – 1995) e doutorado em Filosofia (UFRJ – 2001). Atualmente é professor Associado III, lotado no Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NEPP-DH). Tem experiência na área de Filosofia Social e Política e Teoria Crítica, atuando principalmente nos seguintes temas: critica da economia política da barbárie, militarização do cotidiano e crítica da cultura.

Estudiosos e alguns especialistas como, Marildo Menegat, fazem prognósticos negativos sobre capitalismo e os seus malefícios causados em todo o planeta. Que como sujeito automático, afundará totalmente na catástrofe, por falta de condições para continuar simulando, por meio do sistema financeiro, a produção especulativa de novos valores que sustentariam artificialmente estas fábricas sem trabalho.

O que acreditam eles, é que o sistema capitalista “aumentou loucamente o sofrimento psíquico necessário para os indivíduos se adaptarem às suas tarefas e ao mundo que dela resulta”. A sua atividade não vislumbra como melhorar o trabalho se a situação for avaliada a partir de uma perspectiva crítica, dos fundamentos do capital. “Antes, o urgente seria superá-lo como atividade insana que tem levado a humanidade a saltar num abismo sem volta.” Ao citar as teorias do antropoceno, eles lembram que “o impacto destrutivo do capitalismo – e nisto seus fundamentos, como o valor, o dinheiro e o trabalho, estão implicados totalmente – já é maior do que todas as destruições anteriores da vida no planeta, que foram parciais, enquanto está, poderá ser total!”.

Dados mais relevantes apontam análises da história recente do Brasil “é o desastre social medido em termos de desemprego – sem esquecer o subemprego e todas as modalidades de precarização. Associado ao elevado grau de violência presente nos números de homicídios e presos, nas guerras diárias em bairros da periferia que impedem que crianças possam estudar. O que sinaliza dizer que vivemos em um tempo não catastrófico quem vive numa bolha”.

Ao aprofundar o entendimento dessa bolha, diz que “ter um emprego com direitos assegurados se tornou um privilégio”. E a esquerda tradicional, “que tem seu ethos nesta bolha”, para ela se trata de lutar por “nem um direito a menos”. Por outro lado, “para a massa deserdada do lado de fora desta bolha, a realidade crua é que o mundo do trabalho não tem mais vagas, e os direitos são uma garantia de previsibilidade que nunca houve em suas vidas”.

Projeções mais “otimistas” indicam que neste primeiro quartel do século XXI, novos capítulos da crise global, tornarão o cotidiano de nossas vidas um verdadeiro inferno, que atingirá, dessa vez, um número infinitamente superior de pessoas.

*Sérgio Antonio Costa Jones é jornalista ([email protected].com).

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