A Independência do Brasil (de Portugal) | Por Alberto Peixoto

Presidente Michel Temer representa a assunção antidemocrática de um governo despótico.

Presidente Michel Temer representa a assunção antidemocrática de um governo despótico.

No dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro viajava com sua comitiva de Santos para São Paulo, já as margens do riacho Ipirnga recebeu de um mensageiro três cartas. Uma de seu pai D. João VI, Rei de Portugal, dando ordens para voltar às terras Lusitanas. As outras duas foram de José Bonifácio, que recomendava romper com Portugal e a outra de sua esposa Maria Leopoldina de Áustria, aprovando o parecer do ministro e advertindo: “o pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece”.

Neste mesmo dia Dom Pedro deu o conhecido grito de “Independência ou Morte” e o Brasil deixou de ser colônia de Portugal.

No final do século XX, os brasileiros descobriram que o Brasil tinha se libertado de Portugal, mas passou a ser colônia do “Imperialismo Ianque” (EUA), implantada pelo poder do capital financeiro até chegar à condição de submissão da ditadura do pensamento único, imposta pelo mesmo capital financeiro – um colonialismo explícito.

Com o advento do governo de esquerda no início do século XXI, mais precisamente no ano de 2003, em meados do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, este cenário começou a se transformar e a sair do descrédito em que tinha caído no contexto internacional, motivado pelas más administrações anteriores. Enfim, o Brasil conseguiu se libertar do Tio Sam (FMI).

Infelizmente, com a instituição do “Golpe” em 2016, não só na presidente honesta Dilma Rousseff, mas em todo povo brasileiro, o Brasil voltou a ser escravizado – não mais colonizado – pelos Estados Unidos da América, que está levando – ou tomando – com o consentimento do governo golpista de Mi$hell Temer, todo nosso patrimônio principalmente o natural, entre diversos outros.

Lamentavelmente a população brasileira é formada por analfabetos funcionais, analfabetos políticos, inclusive os próprios políticos sofrem destes dois males, e de pessoas que encaram uma eleição como um grande campeonato de futebol, onde seu time (candidato) tem que vencer seja lá como for. Não importa as consequências.

Nada contra o futebol que já se tornou mania mundial, mas enquanto o brasileiro der mais prioridade a um título de Copa do Mundo do que as principais prioridades do País, como: saúde, educação, economia, nível de desemprego, fim da corrupção; preço do gás de cozinha, da energia elétrica, combustíveis, remédios, produtos alimentícios, etc, o troféu de Campeão do Mundo, com certeza nunca será o do tão almejado Hexa.

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Perfil do Autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.