A classe média brasileira | Por Alberto Peixoto

Em 16 de agosto de 2015, manifestantes da classe média realizam protesto, na Avenida Paulista, em São Paulo, contra governo Rousseff. Três anos após, com a usurpação democrática, crise, desemprego e destruição de atividade produtiva foram acentuadas pela política neoliberal do governo conservador e reacionário de Michel Temer. Alienação política da classe média é evidente.

Em 16 de agosto de 2015, manifestantes da classe média realizam protesto, na Avenida Paulista, em São Paulo, contra governo Rousseff. Três anos após, com a usurpação democrática, crise, desemprego e destruição de atividade produtiva foram acentuadas pela política neoliberal do governo conservador e reacionário de Michel Temer. Alienação política da classe média é evidente.

A classe média brasileira atualmente está lutando para conseguir pagar suas contas. Com o apoio ao golpe na tentativa de dar um destino político ao País, o que conseguiu foi criar uma luta de classes, onde o ódio prevalece emanado, principalmente dos “coxinhas” que se acham ricos.

Na realidade, pode-se dizer que a classe média brasileira hoje é constituída por pobres com um profundo sentimento de nobreza que não possuem; que na verdade, nunca possuíram – neste caso me refiro aos “coxinhas zona sul”, batedores de panelas, que de repente, desapareceram. Com certeza para economizar gasolina!

A madame loura de olhos azuis não aceita ver sua filha, também loura dos olhos azuis, sentada em uma carteira de Universidade junto a um afrodescendente, operário oriundo da classe trabalhadora, tido como “pobre” (de valores materiais, nunca de valores morais), cursando na mesma sala de aula, da mesma Academia, onde antes só entrava quem tinha recursos financeiros. Imagine se a “lourinha belzebu” se apaixona pelo “negão”! É a luta de classes em sua face mais feia!

Este segmento social, “psicopatiado” pelos “Bolsonáticos” irracionais, no auge do seu desatino, está seguindo os passos da classe média alemã dos anos de 1930, que era eleitora e seguidora de Hitler e do Nazismo. Que Deus tenha pena dos brasileiros!

“Hoje, está tudo a ser orquestrado no sentido de se chegar o mais breve possível à chamada Nova Ordem Mundial onde apenas haverá duas classes: os Senhores e os Escravos. Não há mais lugar a ideais e a palavra futuro deixará de fazer parte do vocabulário da Humanidade” – José Manuel Cruz Cebola, crítico português.

Precisamos lutar sim, por políticos que defendam a Democracia; que sejam contra o golpe de Mi$hell Temer e o “Bolsonarismo” criminoso, homofóbico, racista, misógino e a favor da tortura e da chacina. Bolsonarismo agora com a possibilidade de a desvairada da Janaina Paschoal ser sua vice. E a gente pensou que já tinha visto tudo. Nem em nossos piores pesadelos poderíamos imaginar tamanho terror. Seria cômico se não fosse trágico.

“É fundamental e urgente que se dê um basta neste governo golpista, sem legitimidade e que está entregando nossas riquezas para as diversas multinacionais” – protesta o crítico José Manuel Cruz Cebola.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.