STF agenda julgamento ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann; Roberto Requião defende de acusações de corrupção; confira vídeo

Trata-se de acusação forjada nos subterrâneos da Lava Jato, onde criminosos condenados negociam benefícios penais e financeiros em troca de delações mentirosas, que servem à perseguição política contra o PT e os nossos dirigentes, diz senadora Gleisi Helena Hoffmann.

Trata-se de acusação forjada nos subterrâneos da Lava Jato, onde criminosos condenados negociam benefícios penais e financeiros em troca de delações mentirosas, que servem à perseguição política contra o PT e os nossos dirigentes, diz senadora Gleisi Helena Hoffmann.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, no dia 19 de junho de 2018, a ação penal da Lava Jato contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. No processo, ambos são réus pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Trata-se da segunda ação penal da Lava Jato que chega a julgamento final no Supremo, após mais de quatro anos desde o início da operação. A primeira foi a do deputado Nelson Meurer (PP-PR), que foi condenado no mês passado a 13 anos e noves meses de prisão em regime fechado, também por corrupção e lavagem de dinheiro.

Em novembro do ano passado, ao apresentar as alegações finais no caso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a condenação da senadora e de Paulo Bernardo. No processo, os dois são acusados de receber R$ 1 milhão para a campanha da senadora, em 2010. O empresário Ernesto Klueger, que teria transportado dinheiro vivo, também é réu.

Na manifestação, última fase do processo antes da sentença, Dodge pede que Gleisi e Paulo Bernardo também sejam condenados ao pagamento de R$ 4 milhões de indenização aos cofres públicos, valor quatro vezes maior do que o montante que teria sido desviado da Petrobras.

De acordo com depoimentos de delatores na Operação Lava Jato, o valor da suposta propina paga a Gleisi e Paulo Bernardo é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. O casal foi citado nas delações do doleiro Alberto Youssef.

Defesa

Em nota, a senadora disse ter recebido “com serenidade a notícia de que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deve julgar, na próxima terça-feira (19), a ação penal em que fui injustamente denunciada, sem qualquer prova ou indício de crime”.

Em documento encaminhado ao Supremo durante a fase de defesa, os advogados do casal afirmaram que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas” em função de acordos de delação premiada.

“A requerida [senadora] jamais praticou qualquer ato que pudesse ser caracterizado como ilícito, especialmente no bojo do pleito eleitoral ao Senado no ano de 2010, na medida em que todas as suas contas de campanha foram declaradas e integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral”, afirmou a defesa, na ocasião.

Roberto Requião defende senadora de acusações de corrupção

Num discurso, nesta quarta-feira (13/06/2018), em defesa da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o senador Roberto Requião (MDB-PR) destacou o comportamento da parlamentar e o compromisso dela com o povo desde o tempo de estudante, quando se destacou na luta pela redemocratização, por eleições diretas no país e pelo bem-estar da sociedade.

Gleisi Hoffmann será julgada na próxima terça-feira, dia 19 de junho, pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Lava Jato.

Para Requião, a perseguição de Gleisi Hoffmann, na via judicial, é uma reação de parte da imprensa, do Judiciário e do Ministério Público às suas posições em defesa dos trabalhadores, da soberania nacional, do capital produtivo e das mulheres. E a perseguição ficou mais evidente, na opinião do senador, depois que Gleisi Hoffmann assumiu a presidência do PT.

Para Requião, basta comparar o caso de senadores que tiveram arquivadas denúncias contra si com o da senadora Gleisi Hoffmann para se chegar à conclusão de que o processo contra a petista tem motivação política.

– É tão óbvio! Só não vê, só não acredita quem foi abduzido pela imoralidade desses tempos tão trevosos. Que se faça a luz, que se faça a justiça – pediu.

Confira vídeo

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