SETTDEC apresenta prévia do diagnóstico do Turismo Étnico Afro em Feira de Santana

III Oficina de Redes é realizada no auditório do Mercado de Arte Popular.

III Oficina de Redes é realizada no auditório do Mercado de Arte Popular.

Dando continuidade ao projeto de qualificação dos segmentos que irão compor a Rede de Turismo Étnico Afro, no município de Feira de Santana, a Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec), por meio do Departamento de Turismo, realizou a III Oficina de Redes no auditório do Mercado de Arte Popular (MAP).

Diante da presença de representantes de grupos afros, de Casas de Axé, de grupos de afoxés e de capoeira, assim como de pessoas que atuam nos setores de confecção e beleza afro foram apresentados uma prévia do levantamento da oferta turística de Feira de Santana, incluindo serviços, equipamentos e a infraestrutura de apoio.

“Já demos início às visitas técnicas aos terreiros de candomblé e umbanda, assim como aos espaços de capoeira, visando identificar os movimentos e grupos ligados com a cultura afro”, ressaltou a diretora do Departamento de Turismo, Graça Cordeiro.

Segundo dados apresentados por ela devem existir, aproximadamente, duzentos centros de candomblé, distribuídos em terreiros, casas e roças. “Os espaços já visitados apresentam boa estrutura física, capacidade de alojamento e calendário festivo”, informa. Já entre os espaços de capoeira existem mais de cem associações, sendo a maioria da tipologia regional.

Nesse processo também será catalogado as pessoas que atuam no setor de gastronomia e os artesãos. De acordo com Graça Cordeiro, isso demonstra o reconhecimento do Município aos movimentos ligados à cultura étnico afro. “Esse diagnóstico tem como objetivo fomentar a atividade turística em Feira, fortalecendo o turismo étnico afro”.

Segundo a coordenadora de Turismo Étnico do Estado da Bahia, Tâmara Azevedo, já existe uma demanda estabelecida no segmento do étnico afro. “Feira tem um caldo cultural forte, mas que precisa ser organizado para ser ofertado como atrativo turístico. A implantação da Rede de Turismo Étnico Afro é um estímulo ao empreendedorismo e a autonomia de povos e das comunidades tradicionais, gerando recursos e postos de trabalho dentro dessas comunidades”.

Mãe Rose, do Centro de Umbanda Estrela Guia, localizado no Bairro Tomba, acredita que “os povos de santo deverão se unir para fortalecer o segmento religioso no município e, desta forma, contribuir com a implantação da Rede de Turismo Étnico Afro, no município”.

Membros do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento das Comunidades Negras também estiveram presentes na oficina.

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