Ser humano deve estar acima das questões de mercado, dizem debatedores no Senado Federal

Comissão Senado do Futuro (CSF) realiza audiência pública interativa para debater sobre a importância da ética em todas as relações humanas.  Na composição da mesa, o jurista e ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Souza Junior; professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), Isaac Roitman;  presidente da CSF, senador Hélio José (Pros-DF);  secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Ulrich Steiner;  presidente da União Planetária, Ulisses Riedel;  reitor da Universidade Internacional da Paz (Unipaz), Roberto Crema.

Comissão Senado do Futuro (CSF) realiza audiência pública interativa para debater sobre a importância da ética em todas as relações humanas.  Na composição da mesa, o jurista e ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Souza Junior; professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), Isaac Roitman;  presidente da CSF, senador Hélio José (Pros-DF);  secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e bispo auxiliar de Brasília, dom Leonardo Ulrich Steiner;  presidente da União Planetária, Ulisses Riedel;  reitor da Universidade Internacional da Paz (Unipaz), Roberto Crema.

O ser humano deve ser o ponto central do debate ético, afirmaram nesta segunda-feira (18/06/2018) os participantes de audiência pública na Comissão Senado do Futuro (CSF). No encontro, que teve como tema a ética nas relações humanas, os debatedores criticaram a ênfase dada na sociedade atual às questões econômicas e de mercado em detrimento das pessoas, da vida e do meio ambiente.

Na visão do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner, pensar a ética é pensar o ser humano. Ele afirmou que a ética é “um saber da relação, da ação e da vida” e disse lamentar que, nos dias atuais, a economia seja uma imposição do mundo. Para Dom Leonardo, é grave quando a sociedade precisa “justificar o mercado”, esquecendo o ser humano.

— Nas questões da vida e do meio ambiente, perdemos o horizonte da ética. Só vemos a questão econômica — lamentou.

O jurista e professor da UnB José Geraldo de Souza Junior afirmou que o estudo da ética demanda a necessidade de crítica às instituições estabelecidas. Para o professor, a democracia é a expressão do debate sobre a ética, que exige o respeito às diferenças e às minorias.

O reitor da Universidade Internacional da Paz (Unipaz), Roberto Crema, apontou que a ética não pode se resumir aos humanos, mas deve alcançar o relacionamento “com a natureza e com o transumano”.

Para o ex-senador e presidente da União Planetária, Ulisses Riedel, um estudo profundo da ética deve transcender a materialidade. Ele ressaltou que o respeito ao outro é o respeito ao todo e também a si mesmo. Segundo Riedel, pensar a economia como forma de distribuir riquezas é dar uma dimensão prática à ética.

— Acreditamos que a ética pode salvar o mundo. A ética do amor é a ética que supera tudo — afirmou.

A audiência foi sugerida e coordenada pelo presidente da comissão, senador Hélio José (Pros-DF). Para ele, a ética vai além das questões filosóficas e atua como “um cimento” que pode unir a sociedade.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Faça uma doação ao JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), Associação Brasileira de Imprensa (ABI Nacional, Matrícula nº E-002907) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia).