Ex-presidente Lula celebra absolvição de Gleisi Hoffmann e vê ‘vitória’ no caminho da sua busca por habeas corpus

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a senadora Gleisi Hoffmann.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a senadora Gleisi Hoffmann.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nesta quarta-feira (20/06/2018) a absolvição da presidente do seu partido, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), decidida um dia antes pelo Supremo Tribunal Federal (STF), inocentando-a das acusações de corrupção.

Em uma carta escrita na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso, Lula salientou que a absolvição de Gleisi foi “uma grande vitória para a democracia e o Estado de direito contra aqueles que estão tentando impor uma carta regime de exceção contra o PT e as mais importantes forças populares e democráticas do país”.

Os juízes do Supremo absolveram na terça-feira, 19, Gleisi e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, por unanimidade. Eles não aceitaram a acusação de que a senadora e o marido tivessem usado dinheiro desviado da Petrobras para a campanha dela de 2010.

Na carta, Lula comemorou que a decisão do STF foi tomada apesar da “imensa pressão da Rede Globo” (principal grupo de comunicação no Brasil, que o ex-presidente acusou de construir uma história contra o PT e seus líderes).

Além disso, o ex-presidente ressaltou que é a primeira vez que o Supremo “reage claramente” à “indústria de delações”, desmoralizando, assim, o discurso e a prática da investigação conhecida como Operação Lava Jato.

Desde o início da operação, Lula sempre foi muito crítico dela, considerando que os investigadores e promotores abusaram de seu poder e construíram falsas alegações baseadas em confissões negociados com criminosos, que em troca recebem benefícios legais “e até mesmo financeira”, de acordo com o ex-presidente na carta.

Lula está preso desde 7 de abril em Curitiba, cumprindo uma sentença de 12 anos e um mês de corrupção, uma decisão que ele considera injusta, dizendo-se vítima de uma perseguição judicial e mídia. Na sua opinião, o que se quer é evitar que ele participe das eleições de outubro, na qual aparece como o favorito.

Em 26 de junho, o STF julgará mais um pedido da defesa de Lula para que ele deixe a prisão e possa continuar apelando contra a sua condenação em liberdade.

*Com informações da Sputnik Brasil.

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