FIEB cobra solução para greve dos caminhoneiros e conclama associados à não apoiar mobilização

Ricardo Alvarez Alban, presidente da FIEB.

Ricardo Alvarez Alban, presidente da FIEB.

Em nota encaminhada neste domingo (27/05/2018), a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) cobrou solução para greve dos caminhoneiros. A entidade alerta para impactos econômicos negativos, diz que bloqueios nas rodovias afeta e paralisa indústrias, cobra rápido acordo para pôr fim à greve dos motoristas do setor de transporte rodoviário e conclama membros associados à não participar da mobilização.

Confira a nota ‘Indústria quer solução para greve dos caminhoneiros’ 

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e seus 43 Sindicatos Empresariais consideram inaceitável a condução da greve dos caminhoneiros, por parte de suas lideranças e das autoridades, e acompanham com extrema preocupação os desdobramentos desse movimento, que bloqueia estradas e provoca problemas de desabastecimento no país.

Os sérios impactos dessa greve prejudicam de tal forma a população, que é preciso garantir a circulação de mercadorias e insumos, sendo necessário intensificar, urgentemente, o uso de todos os instrumentos públicos na defesa da sociedade como um todo.

Embora haja grandes distorções na estrutura de preços dos produtos e serviços, em função de uma carga tributária desvirtuada, o bloqueio das rodovias do país prejudica a operação das indústrias, aumenta os custos de produção, penaliza a população mais pobre e tem efeitos danosos para toda a sociedade. Diversas indústrias já estão paradas com reflexos no comércio, arrecadação fiscal e empregabilidade.

Por essa razão, a FIEB e seus Sindicatos Empresariais pedem o fim imediato do movimento e alertam para que um eventual acordo privilegie o equilíbrio, para evitar que interesses de grupos não se sobreponham aos dos demais setores da sociedade ou onerem ainda mais os custos de produção e, consequentemente, os preços para a sociedade.

No Brasil, todas as mercadorias são transportadas, em algum momento, por caminhão. Uma paralisação geral e prolongada dessa atividade paralisa o país.

Uma solução para esse impasse é necessária e urgente. Pedimos a toda a categoria que não faça parte do movimento daqueles que não pensam em construir uma sociedade melhor e mais justa. Afinal, nossa população está enfrentando sérios problemas de abastecimento.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]