Vereador volta a criticar sistema de regulação em Feira de Santana

Isaías dos Santos (Isaías de Diogo): as pessoas querem uma assistência médica digna e não estamos tendo isso com essa regulação.

Isaías dos Santos (Isaías de Diogo): as pessoas querem uma assistência médica digna e não estamos tendo isso com essa regulação.

Em pronunciamento, na sessão ordinária desta terça-feira (17/04/2018), na Casa Legislativa de Feira de Santana, o edil Isaías dos Santos (Isaías dos Santos, PSC) rebateu as críticas feitas a ele pelo vereador Alberto Nery (PT) por conta do que afirmou sobre o sistema de regulação do Município.

“Volto a esta tribuna para tratar das regulação. E ela, nada mais é que a fila da morte. Mesmo sabendo que seu ente querido vive as últimas horas, as pessoas querem uma assistência médica digna e não estamos tendo isso com essa regulação”, pontuou Isaías.

Em aparte, o presidente da Casa, vereador José Carneiro Rocha (PSDB) disse que o colega tem razão em parte e argumentou. “Não posso deixar de reconhecer que a regulação é a forma mais democrática de resolver o problema das transferências. Antes, ela era feita através de privilégios e agora com a regulação as pessoas são atendidas por médicos que tomam decisões baseadas em diagnósticos. Porém, infelizmente a regulação não resolve o problema da saúde em Feira”, analisou.

De volta com a palavra, Isaías questionou a democracia abordada pelo presidente. “Se é democrática porque as pessoas estão morrendo nas policlínicas? Há unidades hospitalares que recebem recursos para atender as pessoas e não estão fazendo. Sendo assim, está na hora da Polícia Federal chegar junto e saber o que está acontecendo. É preciso cortar os recursos desses locais que não estão realizando atendimentos.  Enquanto não operacionalizar o que deve ser operacionalizado, vai ser fila da morte. A população conhece bem a dificuldade de transferência de uma policlínica para um hospital”, disse.

Em aparte, o vereador Cadmiel Pereira (PSC) lembrou que o Estado é o responsável pelo atendimento de alta e média complexidade na cidade. “Mas, são 127 municípios para serem atendidos em Feira e 27 cidades para serem atendidas nas policlínicas de Feira. Quando precisa de regulação vão todos para o HGCA, que não tem como atender esta demanda”, avaliou.

Também em aparte, o edil José Marques de Messias (Zé Curuca, DEM) parabenizou o colega pelo discurso e informou que desde a última sexta-feira (13) há um paciente esperando pela regulação. Na mesma linha seguiu a vereadora Aldney Bastos (Neinha). “Feira entende a dificuldade da saúde. Onde se faz amputação de membros de diabéticos, por exemplo? É uma vergonha a alta complexidade de Feira”, findou.

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