Usuários promovem manifestação contra cobrança de pedágio no Terminal Marítimo de Madre de Deus; baixa qualidade do serviço prestado pela SINART é criticada

Terminal Marítimo de Madre de Deus. Baixa qualidade dos serviços prestados pela SINART é criticada por usuários.

Terminal Marítimo de Madre de Deus. Baixa qualidade dos serviços prestados pela SINART é criticada por usuários.

Moradores das ilhas de Paramana e Bom Jesus dos Passos, pertencentes a Salvador, farão manifestação, amanhã, sexta-feira (27/04/2018), às 10 horas, no Terminal Marítimo de Madre de Deus, distante 60 quilômetros da Capital.

Único acesso para as duas localidades o terminal construído pelo Governo do Estado e reformado em 2014 pela Prefeitura de Madre de Deus, foi cedido no mesmo ano para a Sinart.

A empresa cobra dos passageiros de 5 a 60 anos a tarifa de R$ 0,90, mais de quatro vezes mais o valor cobrado na Rodoviária.

Os manifestantes querem o fim da cobrança para atravessar 10 metros de ponte e embarcar e desembarcar por apenas uma rampa, já que a outra desabou em janeiro passado e até hoje não foi consertada.

As prefeituras de Salvador e Madre de Deus não podem penalizar os cidadãos que já pagam muitos impostos”, reclama Wagner Santos.”A rampa caiu por falta de manutenção que contratualmente deveria ser feita pela Sinart”, acrescentou.“Não existe segurança, os banheiros vivem sujos, o piso quando chove fica escorregadio e a única rampa e píer flutuante estão desnivelados e com ferrugem por toda a parte”

Acidentes acontecem por lá. Um deles foi em 24 de março passado quando Roque Lima escorregou ao pisar em um tubo colocado entre a rampa e o flutuante. “A maré estava muito baixa. Ao cair com as pernas estiradas para a frente, a direita ficou presa na saliência da prancha”, contou. “O resultado foi uma fratura exposta e duas fraturas no tornozelo”.

Ninguem da Sinart socorreu Lima. Ele sozinho acionou o SAMU.

No Terminal não existe maca, cadeira de rodas nem treinamento de Primeiros Socorros para os funcionários da empresa. Lima acionou a Justiça.

O mesmo está fazendo Rafael Medrado, que na última quinta-feira (19) foi impedido de passar a cancela, após pedir nota fiscal. “Sem nota fiscal eu não aceito pagar. Quando coloquei minhas malas depois do bloqueio, um funcionário partiu pra cima de mim e não consegui nem me defender. Recebi um muro no rosto”.

Rafael foi agredido brutalmente, prestou queixa e fez exame de corpo delito. Trabalhadores, pessoas com deficiência, homem, mulher, criança. Não existe garantia de direitos nem respeito ao ser humano. A reclamação por conta de grosseria e violência dos empregados da Sinart é geral.  “Quando exigi a cópia da portaria que autorizava a cobrança eles disseram que a Prefeitura autoriza e eles cobram. Um deles segredou que a orientação é para barrar quem não paga, a qualquer custo”, contou uma estudante que pediu para não ser identificada.

Prefeituras e órgãos do estado não se pronunciam

Da Prefeitura de Madre de Deus nenhuma palavra em relação a cobrança do pedágio, queda da rampa, retirada do flutuante, precarização do serviço… muito menos sobre a polêmica concessão de equipamento reformado com dinheiro público para uma empresa particular.

A prefeitura de Salvador também não se posiciona em relação a dificuldade de ir e vir dos moradores das duas ilhas dentro do território da capital.

A Sinart também nada esclarece.

Mesmo atendendo moradores de municípios diferentes (Madre de Deus e Salvador), o transporte e terminal não é regularizado pela Agerba – Agência Estadual de Regulação de Serviços Público.

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