Roda de conversa com tema ‘Narrativas Literárias: encontros e reencontros entre Benin e Brasil’ é realizada em Salvador

Roda de conversa realizada na Casa do Benin, em Salvador.

Roda de conversa realizada na Casa do Benin, em Salvador.

A professora e integrante do Núcleo de Africanidades Cearenses (NACE), da Universidade Federal do Ceará, Patricia Matos, autora do livro infantil Adjokè – e as palavras que atravessam o mar, lançado em 2017 na Casa do Benin, volta a Salvador com Narrativas Literárias: encontros e reencontros entre Benin e Brasil,  uma roda de conversa sobre o intercâmbio cultural Brasil/Benin, históricos entre os dois países e a importância de um espaço que permita essa interação rica em curiosidades, cultura e história. O evento acontece nesta quinta-feira (15/03/2018), às 10:30 horas, na Casa do Benin, aberto ao público de todas as idades.

A ação integra o Projeto Erês nas Instituições – Intercâmbio de Saberes e Práticas entre a Coordenadoria de Políticas Públicas de Igualdade Racial em Fortaleza e a Casa do Benin em Salvador.

O Benin

Após anos de pesquisa, a escritora destaca algumas informações interessantes sobre o Benin, país localizado na África Ocidental que tem o maior patrimônio afro-brasileiro fora do Brasil, como casas construídas com arquitetura barroca, bairros brasileiros tais como o BrasilianQuarter, a burrinha (manifestação cultural brasileira), africanos retornados e brasileiros deportados para a Costa da Mina no período de 1835, após o levante histórico do Malês. Esse fato deu origem aos brasileiros do Benin, artefatos brasileiros como cadeiras de palhinha (técnica brasileira de trançar palha) e a festa de Nosso Senhor do Bonfim.

Relata ainda que é lá que está localizada a cidade do Keto, local de onde se originou o Candomblé Keto (umas das vertentes de matriz africana no Brasil), onde há o palácio real de Oxossi, da dinastia Arô. Do mesmo país é originária a rainha Na Agotimè, mãe do príncipe Guezo, que fundou seu reinando no Estado do Maranhão na Casa das Minas, atualmente Patrimônio Imaterial da Humanidade. Também é do Benin que advém palavras tais como acarajé, baba, yá, ah, axé (vocabulário yorubá) Jagunçu, abada, agbe (abe), arara, faka (vocabulário fon) revelando as influências linguísticas de povos africanos no vocabulário brasileiro.

Narrativas Literárias: encontros e reencontros entre Benin e Brasil

Sobre a escolha do local e a importância de encontros como esse, Matos afirma que “a Casa do Benin atua como um elo de ligação entre os dois países irmãos valorizando e difundido a história e a memórias de África na diáspora. Partindo do pressuposto de que o bem – coletivo, o bem-viver e o bem – conviver ocorre a partir das aprendizagens que acontecem através da interação, o diálogo, da leveza do ser que nos possibilita aprender. Aprender sobre nós, sobre o outro e sobre as coletividades. Aprender não somente conteúdos conceituais, visto que não somos apenas razão, mente. Mas também conteúdos procedimentais que nos farão, enquanto construtores das relações sociais, ter atitudes de transformação e justiça social.”.

Agenda

Quando: 15 de março de 2018, às 10:30 horas

Onde: Casa do Benin, em Salvador

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