Feira de Santana: Após seis meses de implantação do Via Livre, comunidade escolar reconhece efetividade do projeto

Coordenadora pedagógica do curso pré-vestibula Emília Gonçalves Ribeiro está satisfeita com o resultado do programa municipal de organização do trânsito 'Via Livre'.

Coordenadora pedagógica do curso pré-vestibula Emília Gonçalves Ribeiro está satisfeita com o resultado do programa municipal de organização do trânsito ‘Via Livre’.

Nas salas de aula, a boa lição. Nas ruas, o mau comportamento. A rotina de carros em fila dupla, conversões e paradas indevidas, carros estacionados em vagas irregulares, risco iminente de acidentes e atrasos no momento de embarque e desembarque foram desafios superados pela Superintendência Municipal de Trânsito de Feira de Santana (SMT) após a implementação do Projeto Via Livre: Educação para Seguir, em novembro do ano passado, entre as ruas Comandante Almiro e Estados Unidos, local de fluxo intenso de veículos e pedestres no momento de chegada e saída de estudantes do colégio e curso pré-vestibular Acesso.

Sinalização vertical e horizontal com faixas exclusivas, instalação de cones, criação de áreas especiais e também vagas exclusivas de veículos de transporte escolar para embarque e desembarque de estudantes, estacionamento para carga e descarga, além da presença in loco de agentes de trânsito treinados para orientar e fiscalizar o tráfego estiveram entre os ingredientes da ação estratégica da SMT para amenizar os impactos do trânsito na região do Colégio e Curso Acesso.”Tá muito mais seguro e mais prático. Não há mais ‘roubadinhas’ [infração cometida por condutores], e o embarque e a saída são mais rápidos”, afirma Tiago Almeida, estudante do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Acesso.

Entre os objetivos do projeto, está garantir maior tranquilidade aos pais e responsáveis, além da agilidade assistida, tanto ao levar quanto ao buscar os estudantes, com total segurança.

“Eu chego e pego o meu neto com mais segurança e rapidez. Pra gente que tem uma vida corrida facilita demais”, disse o aposentado José Bispo dos Santos.Segundo a coordenadora pedagógica do curso pré-vestibular, Emília Gonçalves Ribeiro, o fluxo do tráfego melhorou e ela destaca uma das vantagens do projeto, as vagas especiais com tolerância de até 15 minutos destinadas para estacionamento na Rua Estados Unidos, de segunda à sexta, das 6h30 às 19h.

“Os pais e alunos habilitados podem estacionar seus veículos com tranquilidade para resolver demandas urgentes no interior da instituição sem correr o risco de ser notificado. Nunca mais tivemos queixas de transtornos no trânsito na região da escola”, revela a educadora.

O Via Livre foi inicialmente testado, como projeto piloto, em agosto de 2017, em outra unidade da rede particular de ensino do município de Feira de Santana (Colégio Padre Ovídio), situada na Avenida Senhor dos Passos. A escola foi escolhida por conta da localização entre avenidas que interligam as BRs 324 e 116 Sul, região com intenso tráfego de veículos.

“Firmamos o acordo de cooperação e precisávamos resolver de imediato o caso mais difícil. Imagine mais de 1600 alunos matriculados no colégio, somados a aproximadamente 220 pessoas, entre professores e funcionários, trabalhando naquele local”, pontua Maurício Carvalho, gestor da SMT.

Segundo Carvalho, a Prefeitura e a SMT têm como meta, para ainda este ano, implantar o Via Livre em mais duas regiões de escolas com grande demanda de circulação de veículos, sendo um ainda no primeiro semestre e outra até o final do ano. A ideia, esclarece Carvalho, é identificar unidades escolares aptas a aderirem ao plano de estratégias que vai garantir as condições de fluidez, ordenamento de vias e prioridade da mobilidade e acessibilidade.

“Continuaremos sempre envolvendo a comunidade escolar e conscientizando pais e alunos da importância em colaborar com o projeto, dividindo a responsabilidade de construir um trânsito mais seguro”.“Nota dez! A Prefeitura está de parabéns pela iniciativa. Estacionamos com mais segurança, sem problemas. O tráfego é outro hoje, pois era um tormento principalmente nos horários de saída da escola”, relata Chico Sobrinho, avô de Douglas Sobrinho, estudante do 3º ano, que também reconhece os efeitos positivos do projeto.

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