ALBA: Deputado Joseildo Ramos comemora suspensão do fechamento das FAFENs: “Não foi um presente, foi uma conquista”

Radiovaldo Costa, representante sindical; Jaques Wagner, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Joseildo Ramos, deputado estadual comemoram manutenção do funcionamento da FAFEN.

Radiovaldo Costa, representante sindical; Jaques Wagner, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Joseildo Ramos, deputado estadual comemoram manutenção do funcionamento da FAFEN.

Líder do Partido dos Trabalhadores na ALBA, o deputado estadual Joseildo Ramos (PT) comemorou nesta quarta-feira (28/03/2018) o anúncio da suspensão temporária do fechamento das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe, feito pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, ontem (27), em reunião no Congresso Nacional. A medida terá efeito suspensivo de 120 dias, a partir de 30 de junho. “No nosso caso, não há vitória que não venha da luta. Se os empregos de mais de 700 baianos continuarão existindo amanhã, é porque o Sindipetro, os trabalhadores, os parlamentares e os Governos se colocaram contra o fechamento das unidades, se articularam e tomaram uma firme posição contrária ao desmonte da Petrobras. Essa é uma notícia que não veio embrulhada em papel de presente, ela foi conquistada”, afirmou Joseildo.

Segundo o parlamentar, o processo de fechamento causaria não apenas a extinção de postos de trabalho, como afetaria também toda a cadeia produtiva da Petrobras dentro do Polo Petroquímico de Camaçari (BA), que está organizada e localizada de forma a facilitar a logística do aproveitamento coletivo de insumos, e isso também causaria grande impacto na arrecadação dos estados. “Essa história de dizer que a FAFEN, na Petrobras, não dá lucro, não é verdade. Toda petroleira, em qualquer lugar do mundo, pode cuidar da prospecção, exploração, refino, logística e da petroquímica. Ela dá lucro, ela é dos brasileiros e ela tem responsabilidade com nosso desenvolvimento econômico e social. Hoje, a luta contra o fechamento da FAFEN precisa ter uma só bandeira: a de todos os nordestinos”, afirmou.

Até novembro, um grupo de trabalho formado por representantes da Petrobras, da FIEB, da FIES, e dos Governos Estaduais da Bahia e de Sergipe, deve buscar alternativas que viabilizem a manutenção das fábricas em operação. “Entendo também que este grupo não pode ter legitimidade plena sem a presença ativa da representação dos trabalhadores, no caso o Sindipetro”, concluiu.

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