Vereador critica aumento da tarifa de ônibus em Feira de Santana

Roberto Tourinho: penso que Feira de Santana possui uma tarifa cara por um serviço de péssima qualidade.

Roberto Tourinho: penso que Feira de Santana possui uma tarifa cara por um serviço de péssima qualidade.

No uso da tribuna, na sessão ordinária desta segunda-feira (05/02/2018), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Roberto Tourinho (PV) criticou o reajuste da tarifa cobrada no transporte coletivo urbano em Feira de Santana e comparou com valores cobrados em capitais do norte e nordeste.

“Desde meu 1º mandato sempre fui um crítico do transporte da cidade. Penso que Feira de Santana possui uma tarifa cara por um serviço de péssima qualidade prestado em Feira de Santana. Há dois anos, quando foi feita a última licitação do sistema de transporte, criou-se a esperança de que se melhorasse o sistema de transporte; anunciou ônibus novos, porque a cidade não suportava mais carros pegando fogo e quebrando. Chegaram as empresas Rosa e São João, que trouxeram ônibus novos, mas pouco tempo depois já se observavas as novas empresas com práticas do passado”, relatou Tourinho.

Segundo o edil, em 26 de janeiro deste ano foi concedido mais um aumento da tarifa do transporte. “O Conselho Municipal do Transporte, que antes se reunia às vésperas da Micareta para conceder o aumento, desta vez se reuniu em janeiro, quando a Câmara está em recesso e a maioria das pessoas em férias, para que se empurre mais um aumento goela abaixo. O valor cobrado agora é de R$ 3,48 na sede e R$ 3,80 nos distritos”, pontuou.

E repercutiu os valores cobrados pelo sistema em outras capitais. “O jornalista Glauco Wanderley publicou as tarifas cobradas em algumas capitais e vajamos: em Salvador é cobrado R$ 3,70, em Maceió R$ 3,50, Aracaju R$ 3,50, Natal R$ 3,35, João Pessoa R$ 3,30, Teresina R$ 3,30, Fortaleza R$ 3,20, Recife R$ 3,20, São Luiz R$ 2,90 (a capital mais barata). Temos em Feira de Santana ônibus velhos, sujos, sem ar condicionado, elevador que não funciona e pessoas que reclamam da falta de limpeza regular. Com esta tarifa, Feira não pode aceitar conversa de empresários querendo justificar serviço mal prestado. Temos que ter serviço de excelência e não podemos tolerar um sistema de transporte como esse”, observou.

Em um pedido de a parte, o petista Alberto Nery parabenizou Tourinho pelo discurso e lembrou que a tarifa cobrada em Feira de Santana chega a ser mais cara que a cobrada em Salvador e no Rio de Janeiro. “Uma coisa que me chama a atenção é que em nossa cidade há duas modalidades de cobrança: R$ 3,48 para quem tem o Via Feira e R$ 3,80 para quem não tem. Isso é uma manobra para extinguir a função do cobrador e instalar nos ônibus o sistema de bilhetagem eletrônica. Vale lembrar mais que foi solicitado uma audiência pública para tratar do sistema de transporte, mas não compareceram os donos das empresas e propormos ao poder público municipal uma auditoria para que a sociedade veja com transparência o valor cobrado pelas tarifas”, avaliou.

Violência

Ainda no uso da tribuna, o edil Roberto Tourinho aproveitou o tempo restante para tratar sobre a violência em Feira de Santana. Ele apresentou números.

“Foi publicado no site Acorda Cidade, dia 3 de janeiro, que a Polícia Civil de Feira de Santana registrou 349 homicídios e 20 latrocínios na cidade em 2017. Foram 369 crimes violentos no total. Nossa cidade teve no mesmo ano uma estimativa do IBGE de 627 mil habitantes. Paralelo a esta notícia, o Folha de São Paulo publicou que também em 2017 em Nova York, uma cidade com mais de 8 milhões de pessoas, foram assassinadas 286 pessoas, em virtude de atentados. Vale lembrar que não estamos em guerra ou atentados terroristas”, findou.

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