UNESCO lança ferramenta online para monitorar qualidade da água no mundo

Vista aérea do lago de Pedra do Cavalo, localizado na Região Metropolitana de Feira de Santana.

Vista aérea do lago de Pedra do Cavalo, localizado na Região Metropolitana de Feira de Santana.

O Programa Hidrológico Internacional (PHI) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou esta semana (29/01/2018) o Portal da Qualidade da Água Mundial, que fornece informações sobre a qualidade da água doce em escala global, usando dados de sensoriamento remoto.

A qualidade da água afeta a saúde humana, assim como ecossistemas, biodiversidade, produção de alimentos e crescimento econômico. Embora seu aprimoramento seja essencial para o desenvolvimento sustentável, são raros os dados confiáveis, especialmente em áreas remotas e em países em desenvolvimento nos quais não existem capacidades ou redes de monitoramento.

O Portal da Qualidade da Água Mundial, da Iniciativa Internacional sobre Qualidade da Água, atende a uma necessidade urgente de aprimorar o acesso à informação e a uma base de conhecimento, com o objetivo de entender melhor os impactos das mudanças causadas pelo clima e pelas atividades humanas na segurança hídrica.

O site facilitará uma tomada de decisões consciente e com base científica para a gestão da água, e apoiará os esforços dos Estados-membros na implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6, que trata de água potável e saneamento, assim como vários outros objetivos e metas relacionados diretamente com a qualidade e a poluição da água.

A iniciativa fornece dados sobre cinco indicadores-chave da qualidade da água: turbidez e distribuição sedimentar, clorofila A, floração de algas nocivas (FAN), absorção orgânica e temperatura da superfície.

Esses indicadores também fornecem informações quanto ao impacto de outros setores e usos da terra, como as áreas urbanas, uso de fertilizantes na agricultura, mudança climática ou gestão de represas e reservatórios.

Por exemplo, acompanhar mudanças na turbidez (o grau em que a luz é retrodifundida em partículas na água) é útil para o monitoramento de resquícios de sedimentos em atividades de dragagem e despejo.

A clorofila A é um pigmento encontrado em células de fitoplâncton, enquanto o indicador FAN mostra áreas possivelmente afetadas por florações de algas nocivas, formadas por cianobactérias e que contêm ficocianina. O portal utiliza dados óticos dos satélites Landsat e Sentinel-2, que são de acesso aberto, e um sistema computacional desenvolvido pela empresa EOMAP, da Alemanha.

Nessa fase de demonstração, o Portal da Qualidade da Água Mundial fornece uma série cronológica de dados referentes a sete bacias hidrográficas e recursos hídricos da superfície em todas regiões do mundo, monitorando esses cinco indicadores desde janeiro de 2016.

As bacias e regiões consideradas nessa fase são: Lago Sevan, na região do Cáucaso (Armênia e Azerbaijão); reservatório de Itaipu e a Bacia do Rio Paraná (Argentina, Brasil e Paraguai); Planalto do Lago Mecklenburg (Alemanha); Rio Nilo e Represa de Assuã (Egito e Sudão); Delta do Rio Mekong (Vietnã); Lagos da Flórida (EUA); e Bacia do Rio Zambeze (Zâmbia e Zimbábue). Também inclui materiais de treinamento para facilitar a capacitação e conscientizar as partes interessadas, que incluem profissionais do setor hídrico, formuladores de políticas e o público em geral.

Uma exposição intitulada “Qualidade da água desde o espaço: imagens hipnotizantes da observação terrestre” também foi apresentada na Sede da UNESCO, em Paris (de 22 a 26 de janeiro), para marcar o lançamento do portal.

Ela mostra resultados da fase de demonstração e inclui uma coleção de imagens de observação terrestre, expondo a qualidade da água nos principais rios, lagos, reservatórios e deltas costeiros ao redor do mundo. A exposição salienta ainda a importância de se manter ecossistemas saudáveis e mostra todo o potencial da observação terrestre para a avaliação mundial da água.

O site é mais um item do conjunto de ferramentas fornecidas pela UNESCO para ajudar os Estados-membros a monitorar e administrar os recursos hídricos de forma sustentável, e para que alcancem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Essas ferramentas incluem bases de dados interativas, como o Sistema de Redes de Informação sobre a Água, e publicações de avaliação e monitoramento periódico, como o Relatório Mundial sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, e relatórios para monitorar o progresso dos indicadores do ODS 6, o primeiro dos quais será publicado em junho de 2018.

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