Taxa de desemprego entre os jovens brasileiros é duas vezes superior à média internacional | Por Sérgio Jones

Taxa de desemprego entre os jovens brasileiros é elevada.

Taxa de desemprego entre os jovens brasileiros é elevada.

A bandalha existente no Brasil ocorre de forma generalizada e tem como seus principais agentes uma elite desacreditada de cleptocratas que não se farta de seus constantes assédio e assaltos perpetrados contra o erário, não abrem mão e nem fazem concessões de seus sórdidos privilégios, todos eles oriundos de práticas criminosas que coloca em cheque as frágeis teias que revestem o frágil tecido da sociedade brasileira. Sociedade essa de triste s origem e lembranças, calcadas em um modelo escravocrata que envergonha a todos nós, enquanto seres humanos.

Resquícios deste tenebroso passado volta a atormentar a todos devido a prática egoístas motivadas pelo acúmulo perverso do capital em detrimento do social. Como já salientava alguns pensadores, filósofos e historiadores lúcidos da humanidade: “A sociedade burguesa é como o feiticeiro que não consegue mais fazer os seus feitiços”. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o desemprego entre os jovens no Brasil aponta que, ao final de 2017, praticamente 30% destes jovens estariam sem trabalho. “Trata-se da maior taxa desde 1991”, aponta a entidade, com sede em Genebra.

Outro dado nada confortável é de que a estimativa sobre o índice brasileiro é mais de duas vezes superior à média internacional. Segundo a OIT, o desemprego entre jovens no mundo é de cerca de 13,1%. A situação brasileira só é equivalente às taxas registradas nos países árabes, que viram o desemprego desencadear uma importante crise política e social a partir de 2011. Dentre as mais de 190 economias avaliadas pela entidade internacional, apenas 36 delas tem uma situação pior que a do Brasil.

O péssimo desempenho econômico brasileiro acabou afetando as médias de toda a região latino-americana, que teve o maior salto de desemprego no mundo entre essa camada da população. O continente termina 2017 com seu nível de desemprego mais alto desde 2004. A taxa entre os jovens alcançou o patamar de 19,6%, contra um índice de apenas 14,3% em 2013.

Apenas neste ano, 500 mil jovens extras ficarão desempregados e a região deve somar 10,7 milhões de pessoas nessa situação.

No mundo, um total de 70,9 milhões de pessoas com até 24 anos estão sem trabalho. Esse número deve piorar em 2018, com 71,1 milhões de jovens desempregados. Os dados ainda revelam que os jovens, hoje, têm três vezes mais chances de estarem desempregados que um adulto. Mas os dados também revelam que uma parte substancial dessa camada da população deixou de procurar emprego.

O cenário que se avizinha para os próximos anos, não são nada alentadores, garantem os especialistas. A média geral de desemprego para os jovens deve aumentar esse ano de 2018. Para a OIT, essa geração enfrentará um “futuro incerto”, com salários sendo pagos em setores temporários.

Uma das constatações, porém, é de que aqueles com maior nível de escolaridade terão uma transição mais curta entre a escola e o mundo do trabalho. No Brasil, os índices mostram que aqueles apenas com escolaridade primária podem levar um tempo cinco vezes maior para encontrar um emprego que universitários. Esta é a tão propalada liberdade burguesa que eles usam como principal jargão para manter o povo neste inferno materialista. Nunca devemos nos esquecer de que quando a burguesia fala em liberdade, está falando na liberdade deles. O objetivo precípuo e único é manter os seus bestiais interesses em detrimentos dos reais interesses do povo.

*Sérgio Jones é jornalista ([email protected]).

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