Salvador: Fundação Gregório de Mattos realiza última semana da Diversão de Verão 2018

Exposição Aféto é realizada pela Fundação Gregório de Mattos, em Salvador.

Exposição Aféto é realizada pela Fundação Gregório de Mattos, em Salvador.

É realizada a última semana da Diversão de Verão 2018, programação especial de verão no Espaço Cultural da Barroquinha, Casa do Benin e Teatro Gregório de Mattos (TGM), equipamentos culturais do município geridos pela Fundação Gregório de Mattos, órgão vinculado à Secretaria de Cultura e Turismo, Prefeitura Municipal de Salvador.

Sábado (03/02/2018), às 18 horas, Compadre de Ogum faz sua última apresentação dentro do projeto Diversão de Verão 2018, no Espaço Cultural da Barroquinha. O público soteropolitano terá a chance de rever um dos espetáculos de maior sucesso do teatro baiano nos últimos anos. Adaptação da obra de Jorge Amado assinada por Edvard Passos, Compadre de Ogum manteve, além da tradição de fazer parte da programação de verão do Barroca, o sucesso de público. A obra, que já ganhou versão na televisão, em 1994, narra a história do biscateiro Massu das Sete Portas: um homem negro que, com a ajuda de amigos, organiza o batizado na igreja de seu filhinho ‘galego’. Até aí seria pouca novidade se o padrinho da criança não fosse Ogum, que anuncia o batizado dentro da igreja católica. Convivência de credos, diversidade étnica em Salvador e o valor da amizade verdadeira são elementos que permeiam a divertida trama. O Ingresso será 1kg de alimento não perecível.

Os sábados no TGM fizeram muito barulho com Barulhinho na Aldeia e Convidados. O Barulhinho, evento realizado pelo Aldeia desde 2015 na Casa Preta, vai ocupar o Teatro Gregório de Mattos no Verão 2018, com a já conhecida celebração com bebida, fruta, pôr-do-sol e muita música, envolvendo apresentações artísticas e performances das diversas linguagens. No sábado, 03, às 17 horas, acontece a última edição, dentro da programação de verão do TGM, com a participação do Maracatu Ventos de Ouro, Banda Gazumba e o espetáculo YBYTU EMI, do Aldeia Coletivo Cênico.

ECA! Quanta Sujeira encerra temporada domingo, 04, às 16 horas, no Teatro Gregório de Mattos. O espetáculo traz o meio ambiente como mote para discutir mais um tema tabu do público da criança e do jovem: política. Com dramaturgia de Otávio Correia, escrita a partir de textos do diretor Guilherme Hunder e do também ator Alex Brandão, ECA! Quanta Sujeira conta a história de um Rato (Douglas de Oliveira), uma Barata (Genário Neto) e uma Mosca (Sabrina Bispo) que vão em busca da terra prometida e encontram o tão sonhado lixão, onde a “felicidade” estará presente pelo resto da vida. Para isso vão aprontar “poucas e boas”. Na terra tão sonhada, já habitada por toneladas de lixo, o Rato nomeia-se presidente do Lixão e começa a instituir leis que proíbem, dentre outras coisas, a coleta seletiva. A instauração da nova lei gera uma insatisfação na população que deseja a reciclagem dos materiais orgânicos e não orgânicos. No meio do desagravo das políticas instituídas pelo Rato, tais como a abolição da coleta seletiva, alguns habitantes, entre eles, Pilha de Papel de Xerox (Breno Fernandes), Garrafa Pet (Felipe Nery), Latinha de Alumínio (Daddy Lima), Pedaço de Vidro (Joice Paixão), Casca de banana (Carol Alves) e Pedaço de Pão Francês (Isadora Werneck), seres inanimados que ganham características humanas, vão se manifestar contra as leis sancionadas sem diálogo, principalmente, por desejarem ser reciclados ou virarem matéria prima para adubação. Para deixar a história mais divertida, o espetáculo conta com muita música, assinadas pelo compositor Ray Gouveia, e uma partitura corporal baseada nas revistas em quadrinhos, dirigida pelos coreógrafos Lulu Pugliese e Breno Fernandes. Repetindo a parceira do espetáculo Avesso, Guilherme Hunder convida Agamenon Abreu para assinar cenário e figurino de ECA! Quanta Sujeira. A assistência de direção fica por conta de Sidnaldo Lopes, Larissa Libório, Breno Fernandes e Queila Queiroz. “Gosto mesmo é de trabalhar de galera”, brinca Hunder.

A exposição Gregórios segue aberta ao público até domingo, das 14 às 19 horas.

A Exposição Orixás da Bahia está aberta na Galeria Juarez Paraíso, de quarta a domingo, das 14 às 19 horas e com uma média de mais de duzentas visitas por dia. A FGM traz de volta a Salvador a mostra que foi criada em 1973 por D. Elyette Magalhães (in memorian). Mulher de personalidade forte, ideias e visão além de seu tempo, em plena década de 70 exibia lindos e coloridos turbantes, causando estranhamento a muita gente que desconhecia a importância de tão poderoso adereço, reforçando sua ligação com a religiosidade de matriz africana. Dona Elyette foi mais longe: no ato de criação do Museu da Cidade, em 5 de julho de 1973, dedicou uma sala inteira aos orixás, criados pelo artista plástico Alecy Azevedo e acompanhados pela assessoria de Mãe Meninha do Gantois. São 16 estátuas em tamanho natural de divindades africanas, esculpidas em papel marchê. A curadoria atual tem assinatura do artista visual, cenógrafo, aderecista e figurinista, Maurício Martins, com consultoria religiosa de alguns membros do Terreiro do Gantois. Martins projetou um cenário que promove um diálogo entre elementos da ancestralidade e da contemporaneidade. Para recuperar as roupas (figurinos) e os adereços que vestem as esculturas de Alecy, Martins contou com a coordenação da museóloga, Gerente de Bibliotecas e Promoção do Livro e Leitura (FGM) e filha do Gantois, Jane Palma, e das costureiras Joselita França, Alzedite Santos, Clara Guedes e Regina Celia Santos.

Aberta ao público, também, o acesso à fonte que fica na área externa do Espaço, dedicada à orixá Oxum, que foi totalmente reformada pelo Studio Argolo, com o amparo espiritual de Doté Amilton, sacerdote do Terreiro Kwe Vodun Zo, ganhou uma escultura em homenagem a Oxum, feita pelo artista plástico Jack Salvador.

Até dia 3 de fevereiro, é possível visitar e sentir o afeto da Casa do Benin, das 10 às 16 horas, através da exposição AFÉTO. Com curadoria de Marco Antônio Teobaldo, a mostra apresenta fotografias do artista paulista Roger Cipó, que exibem raros registros das expressões de cuidado e amor que constituem o cotidiano dos territórios sagrados do candomblé.

A Casa do Benin fica aberta à visitação, no sábado, das 10 às 16 horas, permitindo ao público visitar o acervo permanente com peças coletadas por Pierre Verger em expedições que realizou ao continente africano.

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