Rodoviários de Salvador são vítimas da indústria de multas do prefeito ACM Neto, diz Robinson Almeida

Gestão do ACM Neto promove fiscalização eficiente, aliada com sinalização ineficiente. Elementos matérias indicam ação desonestada do Município de Salvador contra os motoristas que trafegam nas vias urbanas, objetivando ampliar arrecadação através da aplicação de multas de trânsito.

Gestão do ACM Neto promove fiscalização eficiente, aliada com sinalização ineficiente. Elementos matérias indicam ação desonestada do Município de Salvador contra os motoristas que trafegam nas vias urbanas, objetivando ampliar arrecadação através da aplicação de multas de trânsito.

Vias urbanas devem possuir sinalização vertical e horizontal orientando motoristas a trafegar.

Vias urbanas devem possuir sinalização vertical e horizontal orientando motoristas a trafegar.

Em nota, encaminhada nesta sexta-feira (23/02/2018) ao Jornal Grande Bahia, o suplente de deputado federal Robinson Almeida (PT/BA) reiterou denúncia contra a gestão do prefeito ACM Neto (DEM) afirmando que a indústria de multa de trânsito implantada pelo alcaide, em Salvador, penaliza financeiramente os rodoviários.

Com vias urbanas mal sinalizadas, mas contendo significativo número de radares detectores de velocidade de trânsito dos veículos, Salvador é um exemplo da desonestidade do Estado, neste caso a gestão municipal, na relação com o cidadão.

Observa-se que a gestão do prefeito ACM Neto não sinaliza adequadamente, tanto no sentido horizontal como vertical, as vias, deixando de informa sobre velocidade, via preferencial, destinos, localização e etc. O esquema prejudica não apenas os rodoviários, como todo e qualquer motorista pouco familiarizado com a evidente demonstração de inapetência da gestão municipal.

Por fim, observa-se que evidente, proposital e desonesta ineficiência na sinalização do trânsito de Salvador contribui para a deterioração da vida do cidadão.

Confira o teor da nota ‘Rodoviários são vítimas da indústria de multas de Neto’

O prefeito ACM Neto implantou uma indústria de multas em Salvador. Entre todos os penalizados, o motorista de ônibus é a principal vítima.

Em 2017 foram aplicadas 418 mil multas advindas dos vorazes agentes da Transalvador e de centenas de radares espalhados pelas principais ruas da cidade.

Equipamentos que muitas vezes não são aferidos, como denunciou o rodoviário Robson Souza, em vídeo viralizado nas redes sociais.

Essa indústria injetou mais de meio bilhão de reais nos cofres da prefeitura. Cerca de dez vezes o dinheiro encontrado em malas e caixas no apartamento do aliado de Neto, Geddel Vieira Lima.

Quem pagou essa fortuna? Certamente a maior parte foi retirada de uma classe: o trabalhador rodoviário, que fica exposto, por força da profissão, a essa indústria de multas por dias e horas consecutivos.

Não se quer questionar a importância da educação no trânsito. O que não se admite, é a desvirtuação da fiscalização para atender a gula de arrecadação, como tem sido praticada pelo prefeito de Salvador.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]