Imprensa francesa destaca críticas contra presidente Michel Temer no Carnaval do Rio de Janeiro

Presidente Michel Temer é criticado em reportagem do Le Monde.

Presidente Michel Temer é criticado em reportagem do Le Monde.

Desfile da escola de samba União da Ilha, no Carnaval do Rio de Janeiro de 2018.

Desfile da escola de samba União da Ilha, no Carnaval do Rio de Janeiro de 2018.

Jornais franceses destacam nesta segunda-feira (12/02/2018) os desfiles das escolas de samba no último fim de semana no Rio de Janeiro. “Um dilúvio de plumas e paetês”, descreve o jornal Le Monde, lembrando que o espetáculo ganhou um tom político neste ano, com críticas diretas ao presidente Michel Temer e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella.

Le Monde traz um diaporama (slide show) com as melhores imagens dos desfiles de domingo (11) no Rio de Janeiro, ressaltando que mais de 72 mil pessoas assistiram ao espetáculo no sambódromo do Rio de Janeiro. O jornal também explica aos leitores que o desfile não é apenas beleza e diversão, mas também é uma competição: no total, 13 escolas de samba disputam o título neste ano.

O diário destaca a Império Serrano, que faz seu retorno à elite do Carnaval, depois de oito anos de ausência. Também salienta que a São Clemente homenageou a França e exibe uma foto da rainha da bateria da escola de samba, Raphaela Gomes, “que fez o público vibrar”.

Le Monde escreve que o desfile ganhou um tom político este ano. “Paraíso do Tuiti atacou o presidente Temer”, publica. O enredo da escola, “Meu Deus, está extinta a escravidão?” fez fortes críticas à reforma trabalhista. Um dos principais personagens do espetáculo foi o “presidente vampiro”, em alusão à Michel Temer.

O site do jornal La Dépêche também destaca o desfile da última noite no Rio de Janeiro e a mensagem política do evento, “para denunciar a corrupção, a violência e a pobreza que atingem o Brasil”, mesmo se “o carnaval é visto como um parênteses para esquecer os problemas do cotidiano”.

O diário salienta que, além de Temer, outro alvo das escolas neste ano foi o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que suscitou fortes críticas por ter cortado pela metade as subvenções às escolas de samba. “Ex-pastor evangélico, ele é acusado de querer estragar a festa devido a suas convicções religiosas”, publica La Depêche, dizendo que a Mangueira, penúltima escola a desfilar na última madrugada, mandou seu recado à Crivella com o samba enredo: “Pecado é não brincar o carnaval!/Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal”.

Desfile no Rio foi “quase um milagre”

A falta de verba para os desfiles também é assunto de uma coluna assinada pelo correspondente do Les Echos no Brasil, Thierry Ogier. Para o jornalista, diante dos cortes realizados por Crivella, foi preciso “quase um milagre” para que o desfile pudesse ser realizado neste ano.

Além disso, a Petrobras, desestabilizada pelo gigantesco escândalo de corrupção, também não pôde contribuir e distribuir R$ 1 milhão a cada escola, como fazia todos os anos, diz Les Echos. Mas nem todos os patrocinadores sumiram, salientando que a “Renault-Nissan-Mitsubishi escolheu defender as cores da Vila Isabel.

*Com informações da RFI.

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