Acadêmicos do Tatuapé é bicampeã do Carnaval 2018 de São Paulo

Cena do desfile da escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, durante o carnaval 2018 de São Paulo.

Cena do desfile da escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, durante o carnaval 2018 de São Paulo.

A escola de samba Acadêmicos do Tatuapé foi a grande campeã do carnaval de São Paulo pelo segundo ano seguido. A escola apresentou na avenida o enredo Maranhão, os Tambores vão Ecoar na Terra da Encantaria, que contou a história do estado a partir das particularidades de seu povo, da riqueza cultural e das belezas naturais.

A capital São Luís mereceu tratamento especial, com destaque para a arquitetura singular, que une o casario colonial adornado de azulejos às habitações populares típicas.

As notas foram lidas nesta tarde no Sambódromo do Anhembi. A vice-campeã foi a Mocidade Alegre com um enredo sobre a cantora Alcione. Celebrando os 70 anos da “Marrom”, o samba-enredo Alcione: a Voz Marrom Que Não Deixa o Samba Morrer cantou a origem maranhense e diversas facetas da artista, como sua ligação com a escola de samba Mangueira, do Rio de Janeiro, além da participação da cantora na luta contra a ditadura.

Na última e penúltima colocação, as escolas Unidos do Peruche e Independente Tricolor foram rebaixadas para o Grupo de Acesso.

O desfile das campeãs será na sexta-feira (16/02/2018).

História

A Acadêmicos do Tatuapé surgiu em 1952, com o nome Unidos da Vila Izabel. Chegou ao terceiro lugar do carnaval em 1969 e 1970, mas em 1986 encerrou as atividades por cinco anos.

Em 1991, a escola iniciou um processo de resgate que incluiu a sucessiva promoção pelos diversos grupos do carnaval até retornar ao Grupo Especial em 2004. Caiu em 2006 e retornou à elite em 2013 para permanecer de vez.

Em 2017, a agremiação havia vencido o carnaval paulistano com o enredo Mãe África Conta a Sua História: do Berço Sagrado da Humanidade à Abençoada Terra do Ouro.

Presidente da Acadêmicos do Tatuapé comemora título do carnaval de São Paulo

O presidente da Acadêmicos do Tatuapé, vencedora do grupo especial do carnaval paulista, Eduardo Santos atribuiu a vitória aos componentes da escola. “O principal responsável é o nosso componente que trabalha, que ensaia e faz tudo para nós”, disse Santos ao lembrar que o resultado só veio no último minuto: “de novo foi muito sofrido, foi na última nota do último quesito. Agora é ir lá dar um abraço em cada um dos nossos 3,2 mil componentes”.

Com o enredo Maranhão, os tambores vão ecoar na terra da encantaria, a Acadêmicos do Tatuapé contou um pouco da história do estado a partir das particularidades de seu povo, da riqueza cultural e de festas típicas, como o Bumba Meu Boi.  “Nós fizemos o melhor desfile da nossa história, que todo ano é o nosso objetivo. E agora esse título só vem colocar mais alegria na comunidade que já estava alegre demais, realizada e sabendo que cumpriu sua missão”, acrescentou o presidente da escola.

O carnavalesco da escola, o maranhense Wagner Santos, disse ter sido uma honra participar da homenagem ao seu estado natal. “Para mim, é uma honra muito grande falar do meu estado, porque foi uma oportunidade que a escola me deu, foi um grande presente”, disse Wagner, que dedicou a vitória aos seus conterrâneos: “dedico a todo o povo do Maranhão, estamos muito felizes. Obrigado Maranhão, obrigado São José de Ribamar por este título”.

“Nós fizemos um trabalho com muita humildade, nós pegamos diversos materiais, fizemos reciclagem dos nossos materiais, fizemos o carnaval de uma forma humilde e respeitando todas as nossas coirmãs”, acrescentou Wagner.

Um dos destaques do desfile foi a alternância, pela bateria da agremiação, da batida do samba para a batida do reggae, ritmo muito presente no Maranhão nas últimas décadas, e que levantou o público nas arquibancadas. A riqueza de detalhes das fantasias e as alegorias dos carros também chamaram a atenção.

“No Mar! Foi no balanço do mar, que o sonho aportou na ilha da magia. Lá em palmeira onde canta o sabiá, o sol namora a beleza do lugar, cenário de poesia. Tantas batalhas nesse torrão, herança de luta, cultura e amor”, diz parte do samba-enredo, que homenageou também o poeta maranhense Gonçalves Dias.

Catorze escolas desfilaram pelo Grupo Especial: Independente Tricolor, Unidos do Peruche, Acadêmicos do Tucuruvi, Mancha Verde, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Tom Maior, X-9, Império de Casa Verde, Vai-Vai, Mocidade, Gaviões, Dragões da Real e Vila Maria, que desfilaram no segundo dia (10).

A vice-campeã foi a Mocidade Alegre com um enredo sobre a cantora Alcione. Celebrando os 70 anos da cantora, o samba-enredo Alcione: a voz marrom que não deixa o samba morrercantou a origem maranhense e diversas facetas da artista, como sua ligação com a escola de samba Mangueira, do Rio de Janeiro, além da participação da cantora na luta contra a ditadura.

Na última e penúltima colocação, as escolas Unidos do Peruche e Independente Tricolor foram rebaixadas para o Grupo de Acesso.

A apuração das notas ocorreu a partir das 16h de hoje, no Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital paulista. O desfile das campeãs será na sexta-feira (16).

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