ONU diz que situação continua desigual apesar de avanços contra pobreza

Amina Mohammed destacou que mais de 1 bilhão de pessoas passaram a viver acima do limiar da pobreza de US$ 1,90 por dia desde 1990.

Amina Mohammed destacou que mais de 1 bilhão de pessoas passaram a viver acima do limiar da pobreza de US$ 1,90 por dia desde 1990.

A vice-secretária-geral das Nações Unidas Amina Mohammed disse esta segunda-feira (29/01/2018) que mesmo com “reduções impressionantes” no combate à pobreza extrema, “a situação continua desigual entre regiões, dentro de países e entre vários grupos sociais”.

Amina Mohammed destacou que mais de 1 bilhão de pessoas passaram a viver acima do limiar da pobreza de US$ 1,90 por dia desde 1990.

Situação

Ao discursar na abertura da 56ª sessão da Comissão de Desenvolvimento Social, a representante disse que milhões de pessoas voltam a esse nível de vida por ano devido a “choques econômicos, ambientais, de saúde ou outros”.

A vice-chefe da ONU disse que acabar com a pobreza “em todas as suas formas e dimensões” envolve dar mais poder e participação aos que vivem nessa situação, em ações para cumprir a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Meio Ambiente

Mohammed afirmou que também é essencial enfrentar os desafios da erradicação da pobreza, da redução das desigualdades e da proteção do meio ambiente porque “têm um papel central para se cumprir os objetivos globais”.

Outra tarefa para os países é “estimular o crescimento econômico inclusivo e equilibrado e promover o desenvolvimento sustentável em áreas como o emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos”.

Para Mohammed, houve “grandes avanços” no acesso às escolas, aos cuidados de saúde e na promoção do empoderamento das mulheres, jovens, pessoas com deficiência, idosos e populações indígenas.

Um dos desafios é analisar quais as causas profundas da pobreza através de uma abordagem do problema em várias dimensões e como um todo.

Benefícios

A responsável defende como prioridades a promoção de políticas e da proteção social, garantindo que “os benefícios da globalização e do crescimento econômico sejam compartilhados por todos e promovam a todas as camadas”.

De acordo com a ONU, 45% das pessoas que precisam de proteção social têm acesso a apenas um benefício social, enquanto os restantes cerca de 4 bilhões de pessoas não possuem qualquer acesso”.

A vice-chefe da ONU disse que esse é um facto “inaceitável”, ao sublinhar que a situação “desafia a promessa de não se deixar ninguém para trás”.

Mohammed  apontou que devem merecer mais atenção da comissão temas como acelerar o crescimento econômico inclusivo e equitativo e o desenvolvimento sustentável, emprego e trabalho decentes.

*Com informações da Radio ONU.

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