Festa do Padroeiro traz Padre Fábio de Melo a Lauro de Freitas

Padre Fábio de Melo se apresenta no encerramento das celebrações ao padroeiro Santo Amaro de Ipitanga, em Lauro de Freitas.

Padre Fábio de Melo se apresenta no encerramento das celebrações ao padroeiro Santo Amaro de Ipitanga, em Lauro de Freitas.

Ícone da música religiosa, o padre Fábio de Melo se apresenta nesta segunda-feira (15/01/2018), às 20 horas, em Lauro de Freitas, no encerramento das celebrações ao padroeiro Santo Amaro de Ipitanga. No palco armado na lateral da secular igreja, na Praça da Matriz, o padre cantor, compositor, escritor, professor universitário e evangelizador pela arte desfila seus grandes sucessos de louvor, como ‘Tudo É do Pai’, e revisita os clássicos da MPB ‘Disparada’, de Geraldo Vandré, e Calix Bento, eternizada na voz de Milton Nascimento.

“Meu público não se limita apenas aos católicos. Temos pessoas de outras religiões e até ateus. O que eu quero verdadeiramente é apresentar Jesus e fazer bem ao coração das pessoas. É por isso que no repertório coloco canções que possam estabelecer pontes”, destacou em recente entrevista. A expectativa é de praça lotada de devotos do santo e fãs do padre. Fábio de Melo tem um histórico musical de 20 discos e cinco DVDs. Seus 13 livros publicados já venderam mais de 3 milhões de exemplares.

Missa e procissão

As homenagens a Santo Amaro de Ipitanga foram iniciadas no dia 6 com novena e quermesse na praça da Matriz. No dia 15, data consagrada ao padroeiro, a festa começa com alvorada às 6 horas, e missa solene às 9 horas celebrada pelo bispo auxiliar dom Estevam dos Santos, seguida de carreata até a comunidade do Bom Pastor, em Vida Nova. No final da tarde, às 16 horas, a imagem retorna em procissão saindo da Igreja de São Pedro, no Joquei Clube, até a Matriz onde será rezada a última missa do dia.

Este ano é comemorado os 410 anos de devoção ao santo em Lauro de Freitas. Santo Amaro (Mauro) Aba de Cupê nasceu em 493 d.C, era o discípulo mais notável de São Bento e filho do senador romano Eqüício e de Júlia. Faleceu em 15 de janeiro de 565 aos 72 anos.

O padre Juraci Gomes destaca a importância da celebração. “A história da cidade aconteceu em torno dessa igreja e da fé a Santo Amaro”, e lembra que a mensagem da celebração é de esperança. A festa do padroeiro faz parte do calendário cultural da cidade e tem o apoio da Prefeitura Municipal.

Cortejo cultural

Tradição nos festejos católicos, as manifestações populares também rendem homenagem ao santo padroeiro. Este ano, o cortejo cultural será realizado no sábado, dia 13, saindo do final de linha do centro às 9 horas. As baianas com suas jarras de água de cheiro e vassouras puxam o cortejo, seguidas por 16 grupos que representam a rica cultura de matriz africana da cidade.

O cortejo percorre as ruas do centro até a Matriz onde as baianas lavam as escadarias do templo. Construído no século XVII, a igreja é um dos mais importantes exemplares da arquitetura religiosa no país. Tombado pelo Iphan, em 1944, o conjunto arquitetônico tem como destaques a barra de azulejos que se constituem nos mais extensos e bem conservados silhares encontrados na arquitetura luso-brasileira, e as imagens, em rocca (característica do barroco), de Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores.

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