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Denúncias feitas por mulheres vítimas de violência em Feira de Santana aumentaram 33% em 2017

Clécia Vasconcelos, titular da Delegacia da Mulher de Feira de Santana.

Clécia Vasconcelos, titular da Delegacia da Mulher de Feira de Santana.

Formada por órgãos municipais e estaduais, a rede de proteção à mulher vitimada pela violência doméstica, em Feira de Santana, vem atingindo os seus objetivos. Está bem estruturada no município. E, mais importante, com base no crescente dos números, vem   encorajando as mulheres a denunciar seus agressores.

Para a delegada Clécia Vasconcelos, titular da Deam (Delegacia da Mulher), o plantão 24 horas contribuiu para que aumentasse a quantidade de denúncias feitas pelas mulheres vitimadas por este tipo de violência, que passou de 2.656 em 2016 para 3.557 neste ano. Outro ponto evidenciado por ela foi que nenhuma das mulheres assassinadas no ano passado tinha procurado a rede de proteção.

A delegada destacou as políticas públicas locais, como a Casa Abrigo Sapho e o Centro de Referência Maria Quitéria que, afirmou, não são vistas em outros municípios. “Feira de Santana não figurou no Mapa da Violência contra mulher em 2016”, disse a delegada – estudos do setor são publicados desde 1998. “Elas estão acreditando nos serviços que estão sendo prestados e se sentem estimuladas a denunciar”.

Município é referência no enfrentamento, diz coordenadora do CRMQ

“Feira de Santana é referência em ações de proteção a mulher”, diz a coordenadora do CRMQ (Centro de Referência Maria Quitéria), Maria Josailma Ferreira Lima Santos. A Secretaria de Desenvolvimento Social tem atuação eficiente na rede de proteção, com o órgão atuando de maneira coesa.

Além do CRMQ, formam a rede de serviços prestados pelo município o CREAS, CRAS e Casa Abrigo Sapho, para onde são levadas – e onde ficam temporariamente – as mulheres que as autoridades consideram correr risco de morte se permanecerem nas suas casas. Procurar ajuda em um destes órgãos é quebrar este ciclo de violência.

Também atuam na rede movimentos sociais, Conselho Municipal da Mulher, MOC (Movimento de Organização Comunitária), Defensoria Pública do Estado, Ministério Público do Estado, Vara da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, Ronda Maria da Penha – que atua a partir da decretação de medidas protetivas pela Justiça.

CRMQ já atendeu 1.140 mulheres; 389 apenas em 2017

“É um grande aparato para apoiar a mulher quando ela resolve enfrentar a situação de violência”, afirmou a coordenadora do CRMQ. Desde a sua criação, o centro já atendeu 1.440 mulheres – 389 apenas em 2017. “Aqui elas são acolhidas e as orientamos para que denuncie o agressor, melhore a autoestima, se prepare para o trabalho”.

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