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Centro de Atenção Psicosocial em Feira de Santana prioriza os grupos terapêuticos

Centro de Atenção Psicossocial promove atividades em grupo, em Feira de Santana.

Centro de Atenção Psicossocial promove atividades em grupo, em Feira de Santana.

A psicoterapia em grupo, com foco em alertar as pessoas sobre transtornos mentais que possam estar enfrentando, é uma das ações desencadeadas, este mês, no Centro de Atenção Psicossocial (Caps AD), em Feira de Santana. As atividades em grupos terapêuticos são alusivas ao ‘Janeiro Branco’, campanha nacional com o objetivo de intensificar os cuidados com a saúde mental, durante o período.

Os participantes de atividades em grupos terapêuticos aprendem a pensar de forma mais analítica e externar o que sentem, diz o psiquiatra Tito Germano. “O método ajuda no tratamento de qualquer paciente identificado com algum tipo de transtorno na mente”, observa o especialista.

Atualmente, o Caps AD, órgão da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Feira de Santana, conta com mais de 6.500 pacientes. A demanda é espontânea e o atendimento é gratuito, basta comparecer a unidade com documento de identidade e comprovante de residência. O funcionamento é de segunda à sexta-feira, das 7 às 18 horas e fica localizado na Rua Prudente de Morais, nº 170, Ponto Central.

Semanalmente são realizadas oficinas de música, artesanato, jogos de memória, atividades físicas com esportes como o futebol, para o paciente e também o familiar. O acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar composta por médico psiquiatra, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, pedagoga, técnico de enfermagem e educador físico.

“Meu sobrinho nunca mais surtou”, diz acompanhante

Ivoneide Silva, dona de casa, acompanha o sobrinho, que possui transtornos mentais e dependência química, semanalmente nas psicoterapias. Ela informa que o tratamento oferecido pelo município trouxe resultados significativos e ajudou a restabelecer o vínculo familiar. “Desde quando ele começou a fazer o tratamento no Caps nunca mais surtou. Ele tem levado uma vida normal, toma as medicações corretamente e segue sendo acompanhando pelos profissionais, participando das atividades”, relata.

Atividade em grupo evita reprimir sentimentos

“Quando a gente fala de saúde mental, isso inclui depressão, suicídio, dependência química, esquizofrenia, transtorno bipolar, síndrome de borderline, ou seja, vários tipos de transtornos psicológicos que causam sofrimento psíquico e físico, principalmente no caso de dependência química. E é por isso que estamos fazendo atividades internas nos grupos, para conscientizar a importância do cuidado com a saúde mental e de não reprimir os sentimentos”, ressalta a coordenadora do CAPS AD, Carolina Carvalho.

Tristeza que demora para passar pode ser um problema

“De uma forma geral saúde mental é uma coisa que a gente precisa no dia a dia, mas quando a gente vê que uma coisa passou da conta e não consegue mais sozinho lidar com aquilo, chegou a hora de procurar ajuda”, alerta o psiquiatra Tito Germano. Segundo ele, sentimentos ruins são normais, porém é importante ficar em alerta quando estes impedem a pessoa de fazer outras coisas, realizar outras atividades. “muitas vezes sentimentos de angústia e ansiedade podem desencadear doenças no corpo e na mente. A tristeza que demora muito tempo para passar, a ansiedade que consegue impedir de ter uma vida normal, pode ser considerada um problema”, orienta.

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